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terça-feira, novembro 02, 2010

Wind of change

Já tem mais de semana desse texto, mas a ansiedade que me acordou hoje foi tanta que eu não podia mais ficar sentada pensando na vida ao invés de me vestir, sair pra ver o sol (ou rezar pra não pegar chuva) e ter mais um pouco do último parágrafo enquanto ainda estou por aqui...


Trampando como interprete num evento uma semana inteira, em pé, de camisa escura, debaixo de uma tenda quente, com a bota cozinhando meu pé e usando copinhos de água mineral pra manter a cabeça fria, me preparando pra mais 10 dias como fiscal de quadra em olimpíadas.

Não, isso não é uma reclamação.
É só o cenário que eu realmente ADORO. Apesar da peãozada sem noção, dos estudantes baderneiros, dos criadores mal-educados, organizadores sem comunicação e cerimonialistas sem expediente.

Eventos grandes me instigam, porque é preciso muuuito cuidado pra planejar, organizar, conduzir, concluir, e paciência o tempo todo pra lidar com os egos mais diferentes que se possa imaginar. A gente vê o resultado na hora, e pode previnir falhas numa próxima edição.

E nessa feira eu pude ter meus minutinhos de glória, como estágio na produtora, porque eu me ofereci pra ajudar e descobriram habilidades que duas pessoas não estão atendendo. Tinha hora que eu não podia nem ir ao banheiro, porque se gringo chegasse, era só eu pra salvar a pátria. Detalhes como ter sido indicada por ex-colega, elogiada por ex-chefes, referência para ex-professores me fazem ver que tudo que foi feito até agora valeu a pena, e que consegui ultrapassar a barreira de mera "menina do cerimonial", e que o carinho que têm por mim é pela profissional que me tornei, a pessoa em quem podem confiar.

Eu sei que sou diferentona num monte de coisas, e já fui tachada de louca por pegar carona pra visitar gente, me oferecer pra ajudar desconhecidos, me arriscar em empregos que me pareciam oportunidades de ouro e deixar empreguinhos pra trás, conversar com gente que ouvi uma parte da conversa e achei interessante. Aí hoje eu conheci a Terry, uma menina de cinquenta e poucos, que veio sozinha da Florida, e por quase uma hora batendo papo - em inglês - e dando gargalhada sobre como tem gente que perde as pequenas alegrias, trocamos email e um abraço cheio de energia positiva, e quem não tem medo de parecer louca só porque se faz o que gosta. e ela foi embora, dizendo que é por medo de se jogar e ver que é possível ir mais longe que as pessoas se coibem, se conformam.

Fiquei com a sensação deliciosa e que realmente existe uma conspiração no universo. Mas é para que as coisas não só continuem mudando para melhor, mas que tem muita gente querendo mudar, e não fazendo nada, e eu aproveitando essa energia no ar e correndo atrás do que eu já não tenho tempo nem paciência mais de sonhar, preciso conseguir.

Só faltava mesmo encontrar o namorado... Compartilhar essa alegria, comemorar pequenas vitórias, me deixar iluminar pelo sorriso manhoso que me diz sempre "relaxa..." e ri gostoso... E poder curtir o silêncio pleno e o beijo carinhoso e cheio de saudade que eu deixei na rodoviária 15 dias antes...

Até nisso tem alguém lá em cima que eu acho que vai com a minha cara...
Valew aê, hein!!!

sexta-feira, maio 28, 2010

Morri não, gente...
Só troquei de emprego.
Não tenho conexão com o mundo, pq na minha sala não tem internet (nem log na rede), não posso atender o celular e minha senha do telefone só liga pra número cadastrado na empresa ¬¬

Aí num aguentei e vim pra Uberaba ver a .Intense. Reviravoltas pra todos os lados, sessão de terapia no lanchinho, meus pais me ligando da praça ouvindo JQuest, GJ aceitando a vida de ser mais um no mercado de trabalho canibalizado num país capitalista mal estruturado, Myneyro verificando se psicologicamente eu tenho tanta certeza de que tô viva quanto fisiologicamente, já que a Céci quase me quebra no alongamento (pois é, voltei pro ballet tb =D) e meus créditos indo pro saco como tanto de sms q eu mandei pros meus amigos avisando que tô na terra das águas claras.

Sò pra dar notícia. Amanhã, news direto do Porteira Adentro.

Pagando língua, mas achando bão: 'Beraba tem lá seus recantos...

quinta-feira, maio 20, 2010

Meme da memória

A @JuDacoregio foi uma das agradáveis surpresas dessa semana. E depois de uns baques (hein? oO) dessa semana, relembrar algumas coisas e completar esse Meme realmente me ajudou a ver o quanto a gente guarda as pequenas com carinho quando se entende que "são os desafios que nos levam de uma foto feliz à outra".

Nesse meme, tem umas regrinhas:
1) Colocar o selinho e regras no blog!
2) Responder com muita sinceridade (quem sou eu, o que me faz sorrir, o que me faz chorar, a minha cor, a melhor lembrança, a música é, o filme, o pecado, o cheiro, o esporte, o hobby, o livro, o sonho), apenas com imagens (não vale responder por escrito);
3) Indicar as pessoas para responder e colocar seus links no final do post;
4) Deixar um comentários para a pessoa, avisando que ela foi indicada para a brincadeira;
5) Dizer as três lembranças mais fofas da infância.

Aqui vamos nós. Quem não entender alguma, me fala... Vou realmetne amar "explicar" cada uma. Abstrair é uma das melhores formas de consolidar qualquer idéia...

Selinho:

1) Quem sou eu:
2) O que me faz sorrir:
3) O que me faz chorar:
4) A minha cor:
5) A melhor lembrança:
6) A música é:
7) O filme:
8) O pecado:
9) O cheiro:
10) O esporte:
11) Hobby:
12) O livro:
13) O sonho:
Lembranças da Infância:
1) Saia com minha madrinha pra bater perna no centro da cidade, e comer pastel de banana com canela e um mineirinho...

2) Eu devia ter uns 5 anos. Peguei as roupas da vovó, uma peruca, passei blush e fui na oficina nos fundos falar ou pro vovô. Nunca corri de salto alto tão rápido na vida pra fugir da correiada! Anos depois fiquei sabendo que ele não me alcançou por causa da crise de riso quando me ouviu gritar "uh-úúú" imitando a vovó...

3) Não lembro disso, mas meu primeiro dia de ballet (aos 4 anos), tava com uma camisetinha de bolso, tirei uma pilha e entreguei pra Tia Adriane, "pra quando a pilha do som acabasse, a gente não ficar sem aula". Ela mesma que contou isso quando recebi um prêmio na acabemia uns 10 anos depois...

Pra quem vai o meme:
.Intense.
GJ
Lor3na

quarta-feira, maio 19, 2010

Última guerra

[pra ler ouvindo Skank]

Tava me segurando pra não comentar, mas vem a @Corporativetes e me solta um post impossíve de não querer discorrer sobre.

Eu não me considero uma mulher comum. Meu pai sempre me falou pra me destacar pelo meu melhor, e foi o que eu sempre busquei, inclusive nos meus relacionamentos.

Como a maioria dos meis amigos é homem, e a gente conversa de igual, eles me contavam das frustrações que tinhas com suas respectivas mulheres. Relacionamentos arrastando pela obrigação recíproca, "defeitos" delas (como faniquitos de ciume, falta de carinho/colo, conversas vazias, desinteresse total, implicâncias, gastos excessivos com coisas supérfulas), da falta de liberdade (pra coisa sinocentes como ir jogar futebol, sair pra tomar umas com os amigos - não, periguetada, só pq ele tá num bar ele não vai caçar a primeira, só se vc der motivo pra ele querer - ou simplesmente ir no shopping comprar alguma coisa). Outros amigos me contavam que tavam afim de tal pessoa, e 2 semanas depois me falavam q já tinham cansado, pq não tinha dado certo, mas a menina não parava de ligar e insistir, e eles passavam a ignorar (é por isso q homem tem fama de cafajeste: te dá um fora com delicadeza, e qdo vc corre atrás, ele te esnoba).

Baseada nessas e outras informações e experiências, passei a tomar algumas posturas.

Já tinha me iludido com amores rasos e não queria me desgastar mais, e portanto busquei estar mais fria, consciente, me entregar menos. Até meus sinais me dizerem que era hora de relaxar.

Quando parecia tudo maravilhoso, conto de fadas mesmo, um telefonema me dá o maior banho de água fria. Daí lembrei daquelas conversas com meus amigos. "Se um cara com quem vc tá ficando passa a te tratar de boa, sem cantadinhas ou insinuações, acorda: ele não tá mais afim de vc, então fica na sua".

E foi o que eu fiz. Ligava pra saber como tava, às vezes não resistia e mandava torpedo insinuante, mas não banquei a preguenta. Até tentei "seguir em frente", fiquei com outro cara, mas não adiantava. Era meu cavaleiro de armadura dourada que eu queria comigo quando ia dormir.

Aí depois de quase um mês "ausente" uma fofoquinha fez ele vir correndo, mesmo depois de uma serenata de madrugada pelo celular, e puxar uma DR.

Afinal de contas, quando você pede um tempo, fica longe, não dá papo, o outro lado pode entender como não compromisso, certo? Não é o que ficou parecendo. E fui crucificada. Não sou digna de confiança.

PÁRA TUDO! Todo homem reclama de mulher preguenta, dramalhão, perseguição de ex, falta de amizade gratuita. Quando eu resolvo encarnar a madura-bem-resolvida, levo na cara? Achei que tinha tomado um fora e agora eu que saí traindo por aí? E todo o amor que eu achei que poderia nascer dali e nem em standby eu sabia se podia deixar? Perdi o mesmo cara 2 vezes, uma por má-interpretação e outra por birra?

Tô máááu. Mauzaça...

terça-feira, maio 18, 2010

Responsabilidade

Tô vendo tanto post de "ai, deu tudo errado, e agora?" que eu não pude deixar de lembrar desse slide.
A @Intense_ entrou em alfa, tá tocando a vida e esperando a vez dela de ser feliz. A @judacoregio me achou nas teorias e no seu contraponto me fez pensar no quanto as pessoas tem responsibilizado os outros pela sua (in)felicidade.
Umas colegas de trabalho e outros amigos parecem que vão derretar se não voltarem logo pra cama, só porque o emprego é um saco, o dia tá frio, o cabelo tá arrepiado, o namorado não ligou ou o gato rasgou mais uma almofada.
Como diz o @gjgouvea, "o dia pode ficar cinza o resto do dia, desde que o nosso humor fique mais iluminado que isso... e é nesses dias q eu to melhor!" Deu pra enteder, ou vai precisar de psicanalista?

Mew, pára! Se você não é feliz, dá um jeito de achar um jeito de se sentir feliz. Não tem droga, porre, noitada ou paixão que te dê felicidade além de um momento de êxtase. Ser feliz é uma tarefa individual, interior e decisória!

domingo, maio 02, 2010

Fechar portas

Tem um texto do Fernando Pessoa que tá no perfil do orkut dum colega meu, e justamente o cara que menos sabe seguir o que o próprio texto diz. É o tipo de pessoa que não fecha ciclos, apenas parte pra outro, o que deixa semrpe brecha pra retomadas nem sempre apropriadas, pois se outra porta já se abriu, provavelmente alguma deve ser fechada...

"Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo, o que passou, passou! Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Encerrando ciclos.

Nunca gostei de deixar portas batidas por onde eu passei, mas asque ficaram abertas é porque me permitiriam voltar. Portas abertas que ficam esquecidas lá atrás podem bater com um grande estrondo quando o vento das mudanças passa por todos os lugares da sua memória/vida. E isso é ruim. Assusta, desequilibra, abala.

Por isso eu tenho fechado algumas portas, colocado uma escora em outras pra que não batam, deixando o ar circular com mais facilidade, liberdade, frescor.

sexta-feira, abril 30, 2010

Blog: presente

No momento em que eu recebi o alerta do Google que hoje é niver do Silêncio abstraro, uma amiga me pediu permissão pra "ocupar" minha janelinha do MSN, e confesso que não poderia ter tido reflexão melhor sobre a importância do blog, e mais especificamente o Silêncio Abstrato.

[F]: eu sei que nao tenho sido a pessoa mais facil de se lidar ultimamente, e com o fim do blog eu preciso escrever pra alguem ler
[L]: pq vc parou com o blog?
[F] : nao sei. porque ele tava depressivo demais. eu acho
[L]: mas não precisava deletar o blog... fizesse igual o gj: coloca uma tag "nova era" e manda bala... uauhauha
[L]: mas o q te ebole tanto aí nessa cabecinha criativa?
[F]: O fato é que o blog só servia pra eu escrever algumas coisas e deixar lá. Nao queria que as pessoas lessem. Também nao achava ruim se lessem, mas nao era essa a intenção. Eu acho que um dos meus grandes problemas é que eu ainda preciso que alguem ouça, ou leia o que eu tenho pra dizer, mesmo que seja simplesmente pra balanças a cabeça ou pra constar. No fundo o que eu preciso mesmo é colocar pra fora todas as coisas que estão voando sobre minha cabeça e organizar os pensamentos pra poder entender por onde começar a faxina e como me livrar de certas manias. Minha infernal ansiedade insiste pra que eu contraria meu cronograma mental e comece a ajeitar as coisas agora mesmo, e meu senso me diz que eu tenho que esperar porque ainda nao é hora, e meu "sexto sentido" diz que eu sou é idiota mesmo e que todo esse cuidado só vai me decepcionar ainda mais.
[L]: Nossa, e conheço bem essa realidade... e sim, eu adoro ouvir você justamente pela tragicomédioa almodoviana... uhauhauha mas eu sei o q vc tá passando, e não tem outra forma senão "vomitar" tudo pra ver se esvazia a cabeça e a gente pensa...
[F]: Ai minha cabeça fica zunindo informações inuteis e situações fantasiosas, me impedindo de me concentrar em coisas importantes, e direcionando todas as descargas elétricas para a espinha dorsal toda vez que eu penso em coisas que eu não posso resolver agora.

Eu tenho blog desde que conheço internet - e olha que eu sou da época do mIRC, ICQ e corujão na internet discada - mas já foi completamente aleatório, sem filtro, organização ou tema. Gostava de fuçar a net e postar o que me chamava atenção. Como nunca fui de grandes amigos, comecei a escrever pra me organizar, pra desabafar, me expressar. Até lavar roupa suja lavei num blog antigo - postava, ex comentava, amiga intervinha, irmã opinava detonando - aí começou a me doer ter aquilo linkado ao meu nome. Deletei. E me fez muuuita falta. A .Intense. fez o mesmo, mas chegou à sábia conclusão de quem é blogueiro sem a intenção de publicidade tem a melhor das terapias nas mãos, e sem precisar dar a cara à tapa ou fingir - o blog é o equilíbrio entre o anonimato fantasioso e a realidade monitorada.
O que mais me deixa feliz é olhar pra esses 2 anos de Silêncio Abstrato e ver que, apesar de meus posts ainda serem quase todos sobre relacionamentos, existe uma maturidade muito maior. Existe análise, criticidade, ponderação, opinião, postura, coisas que eu vou lapidando na minha personalidade que não tenho receio de apresentar como portifólio da minha vida pessoal até nas redes sociais mais profissionais.

"É dom de Deus uma mulher sensata e silenciosa
E nada se compara a uma mulher bem educada"

Essa frase da bíblia me persegue não é à toa. Ao escrever, eu reflito em cada palavra, releio e pondero sobre cada aspecto que me aflige e, com isso, eu consigo agir de forma mais equilibrada, calculada, planejada.

O Silêncio Abstrato tem sido meu maior presente. E nesse "aniversário dele", como no aniversário de qualquer presença especial n minha vida, eu so agradeço por poder contar e compartilhar tanto, e receber de volta tanto conhecimento - nesse caso meu mesmo, que não se perde como palavra ao vento.

quarta-feira, abril 07, 2010

Plano "P"

É raro eu ter um plano B pré-estabelecido. Por isso eu me frustro fácil com as coisas. Fico máááu! Aí eu piro, varo a noite escrevendo, saio pra pedalar de madrugada, gasto um tanque de gasolina rodando por aí pra pensar.

E na mesma facilidade com que eu caio, tenho novos planos, principalmente se alguém tá do meu lado precisando de ajuda em outra coisa que eu sei que posso ser extremamente importante.

Só que tem muita gente que não entende quando eu passo de puta de raiva [frustrada] pra puta-q-pariu [empolgada]...

Revendo o blog também eu até entando: 99% dos post de todo mundo é sobre relacionamentos, frivolidades, crises existenciais. Blog "sério" não dá ibope, por isso são postagens esporádicas, e/ou acaba sendo abandonado como tempo. O povo nem gosta muito desse negócio de ficar discutindo teorias acadêmicas, planos profissionais, projeções mil... "ai, papo mais cabeça,,, vamu relaxar, tomar todas..." Nem, ow, me erra! O mundo gira e a galera fica parada por aí, conformada, reclamando de braços cruzados...

A inércia se torna tão comum que quando a gente acha alguém diferente, primeiro pensamento é que somos comuns também. E até explicar que focinho de porco não é tomada, e que mulher interesseira não é a mesma coisa de mulher interessada, apesar de usarem algumas armas bem semelhantes, já viu o tamanho da insônia...

Aí me vem a Zélia me dando idéia (ou instigando reestruturação de planos] de explorar essa futilidade. Calma... Esse é o Plano P: PREPARA...

terça-feira, março 16, 2010

"Existe uma lenda de um pássaro que só canta uma vez na vida, com mais suavidade que qualquer outra criatura sobre a Terra. A partir do momento que deixa o ninho, começa a procurar um espinheiro-alvar e só descansa quando o encontra. Depois, cantando entre os galhos selvagens, empala-se no acúleo mais agudo e mais comprido. E, morrendo, sublima a própria agonia e despende um canto mais belo que o da cotovia e do rouxinol. Um canto superlativo, cujo preço é a existência. Mas o mundo inteiro pára para ouví-lo, e Deus sorri no céu. Pois o melhor só se adquire à custa de um grande sofrimento... pelo menos é o que diz a lenda."
Apócrifo do livro Pássaros Feridos, de Colleen McCullough, na edição de 1984.

quarta-feira, março 10, 2010

Síndrome Paparazzi

Apesar de eu nunca ter gostado muito de revista de fofocas, sempre que eu não vejo uma celebridade nas revistas eu fico intrigada, admirada, fã. Discrição é um dos maiores charmes do ser humano, que infelizmente exige habilidade, e por isso mesmo tão pouco trabalhado.

A vida das pessoas deve, sim, ser preservada dos olhares de quem não lhes interessa compartilhar alegrias, reflexões, posturas, intimidades, angústias, conquistas, planos.

Por outro lado, as pessoas que estão próximas a você - celebridade ou não - se interessam pela sua vida, pelo seu bem estar, te querem bem e se preocupam quando alguma coisa não parece estar bem e querem ajudar, principalmente se você é uma daquelas pessoas que despertam sorrisos só por ter entrado na sala e dito bom dia.

Isso não é bisbilhotice. É carinho, preocupação, amizade. Qualquer coisa que muda na rotina, nos hábitos, na linguagem corporal - seja uma camissa diferente, um corte de cabelo, um cuidado extra com a imagem, sei lá... - desperta um alerta em quem te conhece, e as perguntas surgem naturalmente, pra "sintonia".

Excesso de privacidade desperta ainda mais a curiosidade, é por isso que as pessoas tranquilas, que não escondem mas que não fazem escândalos nem drama pra esconder, não são visadas. A curiosidade do ser humano é assombrosa, e muitas vezes desmedida.

Mais uma vez, equilíbrio. Tudo que foge au equilíbrio não pode ser saudável, lembra?

Ainda espero...

segunda-feira, março 08, 2010

Mulher

Ser especial em sua essência, dádiva divina!

Como mãe, semeia esperança,
como irmã, espalha fervor,
se esposa, há perseverança,
se trabalhadora, emite confiança,
mas em tudo, cultiva amor.

Polivalentes, guerreiras, idealizadoras, visionárias, difusoras da paz e da justiça.

Quanta coisa emana de ti, doce criatura!

Tu que és dar e receber,
que com a mesma humildade sabes perdoar e esquecer.

Santas criaturas
Anjos de candura
Simplesmente Mulher!

Cada qual à sua maneira, unânimes na singeleza do olhar!

PARABÉNS PARA TODAS MULHERES !!

Enviado por Virgínia Leyllane

Que Nossa Mãezinha possa nos proteger com seu manto e nos ser exemplo de humildade, dulcilidade, dedicação e fé.

sábado, março 06, 2010

Conexão

Vindo pra formatura do Lu em BH fiz uma conexão longa em São Paulo, e aproveitei pra matar saudades de um grande amigo.

Enquanto o avião descia em Congonhas, desliguei o netbook e a foto da Dani Suzuki na capa da revista me chamou a atenção. Além de linda, sempre notei uma aura diferente nela. Olhei pela janela e vi aquele sol maravilhoso por cima das nuvens dar lugar às nuvens cinzentas que escondiam São paulo numa aura gris. Não deu tempo de ler a reportagem. Tinha uma hippie linda sentada na poltrona do lado, me desejando "boa viagem e um fim de semana pleno" (sim, com essas palavras, pois é...) enquanto esperava pra descer.

Na sala de embarque, entre um café e uma gargalhada, me vi discutindo com o tal amigo sobre o quanto estar de volta às orações tem me feito bem, falando sobre psicologia da necessidade da mente humana em ter alguma força superior pra se manter em equilíbrio, de fé, de Rosa de Saron e sua estratégia mercadológica mas que pregava com sutileza... E ao redor, engravatados, gente de chinelo e camiseta confortável, saltos e colares vistosos, vitrines iluminadas e uma profusão de cheiros do café expresso ali perto. Tudo num mesmo lugar, integrado, oposto e sintonizado.

Quando finalmente fui pegar o outro vôo pra Confins, entrei pelo mesmo portão que havia descido, alguns passageiros do vôo anterior me seguiam com o olhar. E isso me deu a nítida sensação de que tudo estava conectado.

E não é que na entrevista a Suzuki dizia isso mesmo? "A possibilidade de conviver com diferentes grupos, de ver que eles encontram formas de serem felizes, me mostrou que não dá pra julgar as escolhas dos outros. No fundo todo mundo quer acreditar em alguma coisa."

Aí que eu entendi o slogan do Up in the Sky: A história de um homem pronto para fazer uma conexão. (Não entendeu, assite...)

quinta-feira, março 04, 2010

Introspecções

Conheci um cara que sempre que precisava pensar em alguma coisa saia pra andar sozinho. Tem dia que passava horas andando à esmo, olhando vitrines sem enxergar, olhando as pessoas passando e abstraindo. Algumas variações como pedalar, andar de moto, cavalgar se incluem aí. Depois, como se tivesse só ido ali na padaria comprar chiclete retomava conversas com a mente esclarecida, idéias formadas e opiniões tomadas.

Tinha uma outra pessoa que disparava a falar quando tinha alguma dúvida, conjecturando em voz alta, quer você ouvisse ou não, mas precisava de alguém por perto pra escutar e balançar a cabeça.

Já vi gente que raciocina com agilidade tal que não interrompe o assunto, reformula idéias com a naturaliade e velocidade de uma respiração, e atualiza o banco de dados de opiniões com uma precisão e clareza que até confundem interlocutores.

Conheci também seres tão inocentes, e alguns até imaturos mesmo, que quando precisavam refletir se isolavam. Passavam dias sem falar com ninguém - pelo menos não a respeito daquela aflição/reflexão - e as posturas tomadas demoravam a se consolidar, e por isso já deixavam um ambiente todo tenso, suspenso, em volta. E muitas vezes a introspecção é tanta que é difícil atése abrir pra explanar, esclarecer, falar.

Li reflexões mil nos blogs (estrategicamente) pouco divulgados. Twitts e posts misteriosos, mas que marcam transições de pensamentos. Eu mesma já tive mania de escrever cartas pra mim mesma.

Já vi gente que nem se dá ao trabalho de refletir. Age totalmente por impulso, e a vida acaba se tornando uma avalanche muitas vezes descontroladas. E mais uma vez elas pulam fora, deixam tudo pra lá, porque sabem, incoscientemente por incrível que pareça, que nem gasta tentar resolver.

Conheci gente que chora. Que dorme pra esfriar a cabeça mesmo com um milhão de coisas borbulhando no cérebro - e acredite, funciona. Gente que corre pra uma igreja e ora. Já topei com uns caras que não conseguem fitar ninguém nos olhos e se soltam no MSN. Já vi gente se afastar porque se apaixonou - traumas de ex, imagino. Encontrei pessoas que não conseguem se apaixonar mesmo querendo se entregar. Já vi gente que não se envolve e não vê sentido nisso. Gente que tem a necessidade de ter e ser de alguém.

E ainda sim eu me pergunto: que mal há em se compartilhar angústias com quem te quer bem gratuitamente?

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

Das incompatibilidades

Nas últimas semanas eu tenho conversado muito com muita gente, e observado, ouvido e refletido muito mais do que me expressado.

Um cara aqui do trabalho veio me contar das aventuras - e desventuras, claro - com suas tentativas de relacionamento. Momentos completamente diferentes de vida, perspectivas, maturidade. É gostoso na balada, quando tudo são risos e feitiços, mas na convivência diária, que exige dedicação, abdicação, compreensão, paciência é que se vê a real sintonia entre as pessoas.

Por outro lado um outro amigo desabafou hoje sobre os traumas de se entregar a um novo relacionamento - mesmo os que se vê logo de cara a total sintonia - por ter se dedicado inteiramente a alguém anos atrás completamente incompatível e que lhe roubou o chão e a fé no amor. E nessa confidencialidade tem hora que se confunde com compatibilidade, e a coisa se estranha.

Enquanto eu espero o tempo adequado pra retomar um relacionamento que eu creio ainda ter muito pra acontecer - incompatível momentaneamente, acredito, por (in)segurança com o que havia ficado pra trás e o que poderia acontecer - a serenidade que eu tive que desenvolver tem atraído olhares que não me interessam - incompatíveis nos interesses - apesar de inflar o ego e me fazer questionar por que não tinha sido conveniente daquela vez com aquele cara.

Admito que até esse relacionamento interrompido tenha suas incompatibilidades: saí de um namoro que se esgotou nas tentativas, já ele tentava na certeza de que falharia. Ambos abrimos mão de convivências, de valores, dos nossos egos até, passamos um tempo sem sorrir. Mas quando eu olho pra trás tenho boas lembranças, ele simplesmente não olha. Eu tenho a necessidade de pertencer, de saber que não só existo como sou essencial, de conversar, de esclarecer, participar. Ele se prende em demasia e prefere aproveitar a liberdade por enquanto, fica introspectivo, aéreo, tem horror a permitir alguém ajudando que seja a buscar um documento no caminho pra casa.

Não sei. Acho que as imcompatibilidades só persistem se não esclarecidas, e se insiste em conviver com as insuportáveis. Silêncio é a pior resposta, pra variar.

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

Da solidão (por escolha)

Seguindo recomendações do HMH, fui no cinema na segunda de carnaval. Eu comigo mesma, em busca dum programinha light.
Saí do cinema às lágrimas. É sério!

Eu tenho total pavor de ficar sozinha. Não por opção - aquele smomentos que só você e um copo de coca na varanda são tudo de bom - mas por falta de. Me refiro a você chegar num dia à noite e não ter pra quem dizer "bons sonhos", num sabadão não ter com quem dar uma volta no parque ou não ter um MSN piscando pra te contar como foi aquela reunião, matar saudades ou pedir pitaco no relacionamento daquele seu amigo...

O Up in the Air - piegamente traduzido pra Amor sem escalas, numa tentativa de chamar a atenção das menininhas que não precisam de outro motivo senão o Clooney pra ir ao cinema... - conta dum cara que aprendeu a ser frio, desapegado, estremanente prático e, por incrível que pareça na minha cabeça, feliz. Só que de repente ele encontra um bom motivo pra ir contra tudo que ele acreditata e, nas palavras do HMH, toma aquele capote da vida quando baixou a guarda.

Daí eu comecei a pensar: meu, a gente não pode viver solto pra variar? tem que ficar se vigiando o tempo todo? Pior que tem. Senão vc gasta muito mais tempo, neurônio e calmante depois pra se recuperar das coisas que você fez sem pensar, sem calcular friamente e medir todos os riscos.

E eu preciso admitir: além de viver sem paixão estar sendo deliciosamente prático - não tenho mais distrações e tudo é previsível e recompensador - ficar sozinha tem me permitido alguns bons momentos de auto-conhecimento, o que tem aprimorado meu humor, meu raciocínio e até minha libido (é, tão ficando acumulada, quando resolver "tirar atraso", vix...)

quarta-feira, fevereiro 10, 2010

Do passado

Esses tempos muita coisa tem se referido a passado, a ex-amores - os que permanecem e os que se vão - a marcas feitas pelas coisas que aconteceram - traumas, lições, teorias - e o grande silêncio que tem-se feito necessário para que algumas coisas sejam bem entendidas.
Falei com uma pessoa que fez parte de um momento pleno em inocência da minha vida, que me fez perceber o quanto eu já fui chorona, mas também o quanto meu sorriso rolava solto. Outra, que era o auge da minha pieguice romanesca, acabou seguindo a mesma mudança que eu tive que passar - mais drástica, infelizmente - e abandonar o lado sonhador pra se tornar uma profissional sempre ocupada, focada e prática. Uma gargalhada ao telefone me despertou o sentimento de simplicidade e desprendimento com certas coisas - dentre elas os laços que não podemos manter presos, as pessoas que não conseguimos conquistar, as impressões que não conseguimos causar. Fui pedalar (e olha que não tem 3 meses que eu tinha parado) e bateu a saudade de não precisar me preocupar com a mão da rua, com a marcha, com o retrovisor - varredura! - , só com o vento no rosto. Achei bilhetinhos da época do primário que me trouxeram à tona a sensação de que só a inocência é forte o suficiente pra encararmos a vida adulta.

Vou prestar vestiba pra Psico. Formalizar algumas teorias, aprimorar outras, compartilhar reflexões com quem tem outras reflexões pra compartilhar. E isso me lebrou outra coisa de anos atrás: o quanto estar desarmados nos permite estar mais conectados, sintonizar mais fácil e comrpeender com mais clareza. Estudo comportamento desde que me entendo por gente, observo gestos das pessoas nos bares, fito demoradamente feições que me despertam n sentimentos, mas a vontade de ter plenitude de consciência tem me deixado cega.

A vida é pra frente, mas tem hora que só o seu passado pode te abrir novas portas pra um futuro leve, light, delicioso...

E hoje vai fazer sol...

segunda-feira, fevereiro 08, 2010

Instintos

- Você confia nos seus instintos?
- Quais instintos
- Ah, sei lá... tava observando os peixes e me veio isso na cabeça...
- ... O.o
- Tem hora que eu esqueço como vc é controlado com as coisas, nunca se deixa levar por nada...


Há alguns anos aprendi a levar meus relacionamentos como um negócio: sócios que passam a investir em algo que julgam rentável, mas que quando há desequilíbrio e as perdas não prevêm lucros que compensem os dispêndios realizados, é hora de liquidar a sociedade antes que seja declarada falência.
Com isso eu pude evitar a destruição de algo lindo que estávamos construindo, e foi aí que eu conheci o significado de parceiros.

Há alguns meses aprendi a levar um relacionamento como um projeto: imaginar possibilidades, despertar expectativas, desenvolver estratégias de realização, desenhar um escopo pra que, baseado em experiências pregressas, pudéssemos evitar gaps que arruinassem tudo.
Com isso eu aprendi a gostar sem estar apaixonada, a esperar o momento adequado, e foi aí que conheci o significado de companheirismo.

Há algumas semanas aprendi a me levar mais a sério, e a me fechar pra balanço: apurar perdas e danos, organizar as caixas nos devidos lugares, rever estratégias de atuação, realinhar projetos. Tive que me calar, abrir mão de certas necessidades, assumir certas posturas mais rígidas e sóbrias (comigo mesma, principalmente).
Com isso eu finalmente perdi o medo da minha própria voz, e foi aí que conheci o significado de auto-confronto.

Há alguns dias aprendi a levar um sentimento únicamente dentro de mim: evitar recadinhos piegas que tanto embalaram projetos, abandonar sonhos de um relacionamento sério pela incompatibilidade de momentos dos sócios, e a me divertir comigo mesma, me auto-confrontando com serenidade.
Com isso eu pude encontrar um silêncio que não me daria respostas, apenas a visão das perguntas certas, que simplesmente não deveriam existir. E foi aí que eu conheci o significado de oração.

Há algumas horas, elevei meus instintos à única atitude que tenho me permitido fazer sem pensar: peguei a moto, entrei na igreja e agradesci por tudo: dor, angústia, frustração, alegria, sonhos, sorrisos, verdades, silêncio.
Com isso eu encontrei um sorriso aberto "me esperando", e soube, instintivamente, que eu não precisava mais procurar. Havia aprendido o significado de abrir mão pra receber mais...

quarta-feira, fevereiro 03, 2010

Das relações

Ontem eu refletia quanto ao termo "meu". Não é raro ver caras de estranhamento em relação ao meu relacionamento com quem passa na minha vida. Só considero um ex-namorado, apesar de ter namorado uma 1/2 dúzia de caras: os outros se tornaram bons amigos, só esse fulano ficou lá no passado como um namoro que não daria em mais nada.
Mesmo assim não é "meu ex". Pronomes possessivos só devem ser aplicados àquelas relações que permanecem. Tive a maturidade - não só minha, claro - de poder dar fim a relacionamentos passionais por inviabilidade emocinal, mas manter o carinho, o respeito e as afinidades a ponto de poder considerar um deles meu melhor amigo.

Hoje me deparei novamente com uma referência ao medo - e retomei reflexões a respeito do pânico latente em relação tanto à solidão quanto ao sentimento de prisão criado através das relações humanas que tenho percebido em muitas pessoas. Traumas por falta de liberdade, travas de comportamento desencadeadas por humilhações públicas, gaps incorrigíveis causados por frustrações sobre expectativas em relação aos parceiros ou relacionamentos, e o mais triste de tudo, a sensação de que é natural um relacionamento estar fadado à aceitação de mau-humor, desgosto e frieza.

Agora a voz de uma amiga retomando o assunto desgaste causado por tempo de relacionamento, excesso de familiaridade e perda de respeito não me deixam dormir ao pensar: até quando vou precisar enfrentar caras de espanto quando declaro aberta e orgulhosamente que meus relacionamentos, assim como os 26 anos de casamento e mais de 30 de namoro dos meus pais - e espero sinceramente que de tantos outros - foi inteiramente pautado na confiança mútua e gratuita entre os parceiros, na amizade acima do desejo, na intimidade que ainda preserva a curiosidade e as descobertas, na valorização da individualidade...

Quanto tempo ainda vai demorar pra que os seres humanos possam perceber a hipocrisia das disputas de ego e começarem a encarar as relações - sejam elas namoros, rolos, casamentos, paternidades, paixões arrebatadoras - como uma forma de aprender e crescer com outrem através da convivência, equilíbrio e engrandecimento um para o outro, sem significar a posse, dominação ou subordinação daquele que você diz amar?

sexta-feira, janeiro 29, 2010

Do silêncio que abstrai

O silêncio, ora tão abstrato, tem me sido cada vez mais concreto.

A vida inteira fui conhecida pela eloquência e a facilidade em me sair bem em qualquer situação. Faço contato fácil com quem não conheço, encanto as pessoasl sem muito esforço, crio relacionamentos com naturalidade.

Mas de uns dias pra cá tudo que mais me tem sido exigido - por mim e por algumas circunstâncias profissionais e pessoais - é o silêncio.

Minha garganta parece inflamada. Dói. Aperta.

E ontem, no GOU, eu sequer conseguia cantar. Um dia tive dom de línguas, hoje só tenho conseguido lágrimas silentes e doloridas. A pressão baixou, por um momento achei que fosse desmaiar, e na busca de um braço pra me apoiar, o tive apenas como um suporte. A minha dor só competia a mim, sequer afagos e preocupações despertei.

Algumas frases não ditas - não ouvidas - tem me feito uma falta imensa, e o vazio não tem sido produtivo sequer pra minha imaginação. Só a dor insuportável de ter que me ver sozinha, calada, interiorizada.

Meu pavor maior durante toda a vida foi o de estar sozinha. Não abandonada, mas comigo somente. E eu tenho que aprender a superar e a conviver com isso...

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