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quinta-feira, junho 03, 2010

Entretido? Vendido.

Sempre adorei estudar filosofia, psicologia, e ultimamente logosofia tem ocupado boa parte do meu tempo livre. Alguns anos atrás topei com um cara que não gostava de assistir TV, só o fazia quando estava na casa de alguém e não tinha outra coisa pra fazer mesmo. Sabia de todas as notícias - as boas, as ruins e as inúteis - através da internet. Pô, mas assim você não sabe o que é real! Exatamente por isso é possível desenvolver uma criticidade maior, a necessidade de apuração, de análise, de percepção do que é verdadeiro e do que é descaradamente manipulador.
Nos meus estágios de dor de cotovelo, passei horas na frente da TV. Resultado percebido: sedentarismo mental.
Atualizando meus tweets essa semana (pois é, trabalhar numa grande empresa tem seus prejuízos: não tenho acesso a internet lá...) achei uma referência ao vídeo explicando como eventos esportivos podem ser usados como ferramenta política.



Agora me conta uma coisa: é realmente assim tão difícil entender como tudo que faz você parar de pensar e só absorver passivamente qualquer coisa pode influenciar seu comportamento, perspectiva e julgamento sobre qualquer assunto?

Se você conseguir assistir ao vídeo e pensar "Darh, ninguém percebeu isso?" você é uma das poucas pessoas no mundo que está [ainda] desperta e consciente e pode usar essa máquina para achar oportunidades de ser alguém, e não apenas mais um nessa massa...

Aff...

segunda-feira, novembro 09, 2009

Muros


Como semrpe, Maurício Ricardo mandando muitíssimo bem...
Tá aí um cara que eu admiro: apaixonado pelo que faz, capacitado para o que se propõe e sabe tirar vantagen disso.

O grande problema é que nem todo mundo tem paciência de pensar, é mais fácil ser levado e criticar quando oprimido. Apesar dos "muros" morais existirem e segmentarem situações diferentes com mãos de ferro, o limite principal entre o "lado pobre" e o evoluído está na nossa própria mente, quando preferimos ligar a TV ou se embriagar com cerveja barata a ler alguma coisa e criticar posicionamentos.

Um dia a gente chega lá: sem fronteiras interiores ou sociais...

terça-feira, agosto 25, 2009

A lógica da crise

Maio de 2009, cidade litorânea, muito frio e mar agitado, a cidade quase deserta, a crise econômica assolando, os habitantes endividados e vivendo as custas de crédito. Por sorte chega um gringo rico e entra num pequeno hotel, saca uma nota de R$ 100,00, põe no balcão e pede para ver um quarto. Enquanto o gringo vê o quarto, o gerente do hotel sai correndo com a nota de R$ 100,00 e vai até o açougue pagar suas dívidas com o açougueiro. Este, pega a nota e vai até um criador de porcos a quem deve e paga tudo. O criador, por sua vez, pega também a nota e corre ao veterinário liquidar sua dívida. O veterinário, com a nota em mãos, vai até a zona pagar o que devia a uma prostituta (em tempos de crise essa classe também trabalha a crédito). A prostituta sai com o dinheiro em direção ao hotel, lugar onde as vezes levava seus clientes e onde não havia pago pelas acomodações, e paga a conta.

Nesse momento, o gringo chega novamente ao balcão, pede a nota de volta, agradece mas diz não ser o que esperava e sai do hotel e da cidade. Aparentemente, ninguém ganhou vintém, porém vários moradores da cidade viram-se sem dívidas e com a confiança no futuro resgatada!

Moral da história: Quando o dinheiro circula, não há crise!

sent by Phrannn!

quarta-feira, julho 22, 2009

Nova abordagem

Com a crise mundial, as grandes emrpesas estão tendo que adotar uma nova abordagem...


... pra manter o nível de emrpegabilidade e a qualidade da sua imagem!

quinta-feira, maio 21, 2009

Quem cala consente?

No MBA essa semana meu ego foi lá em cima: o grupo inteiro se voltou pra mim pedindo opinião e orientação. Menos um, que parecia sonolento demais pra opinar (ou se manifestar de qualquer forma) até que no final resolveu dar indiretas como se houvesse sido excluído do grupo.

Daí, meu ego fragmentou-se e fiquei me questonando: quem cala consente?

A pessoa teve a oportunidade de dizer o que quisesse (pq, como diz o professor, vc pode falar quanta merda quiser em aula, só não o faça no dia da prova), de interferir nas decisões do grupo quando discordasse, de contribuir, e com o seu silêncio só fez aumentar (ou fomentar mesmo) a imagem de rejeição. Finalmente explodiu uma chamazinha de revolta.

Na nossa democracia, teoricamente, todos tem seus direitos de expressão, mas só prevalece a opinião da maioria (Leia-se criticamente 50%+1), sendo que o resto deve curvar-se a essa vontade, mesmo que seja completamente inviável para a minoria (novamente 50%-1).

É a ditadura da maioria. Quem consegue influenciar mais pessoas "neutras", ganha. E não existe um concenso entre as opiniões, de forma a realmente atender a todos "democraticamente" (ou seria descentemente)... No final, o "resto" tem que aceitar a decisão arbitrariamente.

E isso me faz voltar à estorinha que me trouxe aqui: não estaríamos todos tão acostumados à essa repressão, a imposição autoritária de idéias, conceitos, estilos, que é preferível(ou pre-programado) abstermos de manifestações pra manter a pose de oprimido?

terça-feira, março 17, 2009

Orgulho profissional

Sou apaixonada pela minha formação acadêmica. Isso muitos já cansaram de ouvir. Tenho extremo orgulho de desmpenhar funções vitais na empresa, de ser responsável pela imagem que os clientes tem dos executivos, e pela impecável organização com que documentos, reuniões e compromissos são providenciados.

Já degladiei, literalmente, com N pessoas de diferentes formações acadêmicas, na defesa do perfil profissional que administradores tem noção, letristas fazem idéia, contadores dão conta do recado e quem tem ensino médio acaba aprendendo por necessidade mercadológica e falta de (conhecimento, acesso, disponibilidade ou interesse mesmo) de cursos técnicos e superiores.

Confesso que não tinha a menor idéia de que curso escolher após o colegial, e preciso admitir que foi minha mãe que achou o curso pra mim. Fui "vítma" dessa infinidade de especializações de profissões antigamente muito genéricas, entretanto nunca me vi fazendo outra coisa senão Secretariado Executivo, e Bilíngue!

Entretanto a UFU acabou me decepcionando como instituição de respeito e promoção profisisonal dos seus acadêmicos, ao abrir um cuncurso público que permite profissionais de formação acadêmica diferente pleitear o cargo. Não desmerecendo o potencial pessoal e a capacidade profissional de diversas pessoasl com outra formação desempenharem as funções características do SEB (abreviação de Secretariado Executivo Bilíngue, pra ficar mais fácil...), mas é desmerecer a profissão!

É como se fosse permitido um contador exercer funções de administração, um veterinário atuar como médico ou um biólogo como farmacêutico. São profissões de raízes semelhantes, de conceitos próximos, e muitas vezes de disciplinas acadêmicas idênticas, mas cujas atribuições, focos profissionais e perfis de atuação são diferentes, e é nessa diferença que constitui o aprimoramento de cada uma delas. Existe um Conselho, Federação, SIndicato ou outro órgão representativo para cada profissão, em separado, cuja homologação e reconhecimento legal se deu em atos diferentes, em momentos diferentes, e com legislação e códigos individuais.

Tenho orgulho da minha profissão. E se todos buscassem se auto-conhecer, aprimorar e desempenhar o seu melhor, creio que não haveria a necessidade de se generalizar, e portanto retroceder, processos de profissionalização.

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quarta-feira, novembro 05, 2008

Estrategicamente vencedor

Houve uma época em que repudiava os EUA. simplesmente porque se achavam. Entretanto, com o amadurecimento, tive que refazer meus conceitos e, apesar de continuar a não amar o império norte-americano, passei a admirar fortemente o poder da mídia, e a analisar com mais critério as ferramentas usadas para o controle de massa.

Barack Obama venceu as eleições dos EUA, e não escondeu, no seu discurso de vitória, que a sua campanha fora montada por profissionais capacitados, estrategistas atentos e o uso da ferramenta mais forte para a sensibilização da massa: a imagem de homem sem histórico político, mas que sabe onde e como quer chegar, e principalmente, esperançoso pela retomada do orgulho patriótico.

Em meio às manchetes da crise econômica, o crescente desespero da população por não saber o que realmente está acontecendo, a aparente falência inevitável do mundo, entre tantos outros aspectos assustadores, surge a figura carismática, forte e sorridente de Obama. Muito bem equilibrado e coerente nas suas posturas. A esposa declarou comprar roupas de lojas de departamentos, causando empatia com o país em colapso financeiro. É a amiga e companheira do marido, simpatizando com a autonomia feminina conquistada ao longo dos anos. Conhece a história do país, e elogia seu até então oponente de campanha pelas lutas. Abandonou a campanha na véspera para desperir-se da avó, e com isso cai nas graças das famílias. Não escondeu seu passado conturbado, ou teve vergonha de se declarar MARROM, a missigenação de raças que foram seu carro-chefe não declarado. O recém eleito presidente da maior nação do mundo em hora alguma agradece por gostarem dele, mas pela retomada da consciência de poder do povo, de democracia, de supremacia. Jovens e velhos votaram numa eleição com números records, em quantidade, peso e agilidade nos resultados.

Confesso ter me segurado para não me comover e perder o foco da análise estrategicamente bem traçada em cada palavra do discurso, e cujo tom de voz ultrapassa a postura de político: Obama ganhou por ser tão americano quanto os americanos.




É numa dessas que entende-se o poder de uma nação.

sexta-feira, setembro 19, 2008

Pior cego é o que não quer ver

Ontem fui interpelada por um jovenzinho sobre a reinclusão de ex-viciados e menores "problemáticos" que hoje tentam integrar o mercado de trabalho, e ele comentou sobre a hipocrisia da sociedade em geral sobre a imagem de que esse "tipo de gente" nunca consegue ser alguém na vida.
Claro que não! Ninguém enxerga o menino como uma pessoa que errou, tomou na cara e agora quer recuperar o tempo perdido! "Você teria preconceito de apertar a mão ou dar um abraço num ex detento que lhe venha pedir uma oportunidade?" Ao responder que sem o menor problema, o rapaz ainda me solta "Incrível como você se sente tão a vontade ao declarar isso. A sociedade é tão hipócrita, mas a gente ainda encontra gente que acredita na gente..."
Aquilo me deu uma revolta, não pelo fato de ele me achar diferente do resto, mas por sempre voltar no fato de a sociedade ser hipócrita. Guri, olha no espelho e vê quem é o hipócrita! Tá, eu sei que o menino cheirava cola pra despistar a fome porque era mais barato e "eficiente", mas, da mesma forma que eu não aceito minhas colegas de faculdade dando faniquito na apresentação de trabalho porque tão super angustiadas com a faculdade acabando e as revoluções consequentes disso, não acredito que a pessoa não tenha um só momento de reflexão na vida pra se olhar e dizer: é, fugir da PM tá f*da, vou pegar as balas que eu vendo no sinal e montar uma cesta de doces pra vender nas lojas. (sei que o buraco é mais embaixo, é só pra cutucar as reflexões desse fim de semana...)

Aí, a loura-mor das manhãs globais me solta a indignação por um grupo de deficientes visuais aprendendo a surfar. Qual o problema? Surfista só precisa ver se tem gente no caminho dele e desviar, porque de resto, é sentir as ondas e ouvir o mar... Fica parecendo que não precisam só de uma adaptação, mas que são incapazes de fazer qualquer coisa! Final da matéria e o Luigi Baricelli me solta, só pra eu ficar feliz: "Eu só consegui me equilibrar na prancha quando estava vendado."

É, tem gente que confia e acredita demais na miopia dos olhos, e esquece de analisar, pensar, refletir, sentir... Tenho absoluta certeza que se olhássemos mais pra gente, e deixasse de culpar outrem pelo nosso insucesso, permitiríamos mais do nosso potencial ser usado de maneira correta e eficiente. Teríamos mais tempo pra viver e menos tempo pra se frustrar.

sexta-feira, agosto 29, 2008

Tecnologias de primeiro mundo...

... mas e a cultura de terceiro mundo que ainda impera?

Numa conversa com meu Orientador ontem, nem sempre o processo de mudança atinge os seus objetivos específicos, mas a mudança em si gera outras nuances que acabam por atingir objetivos maiores do que os diretamente ligados à ação.

Por exemplo, a ginástica laboral não alivia, por si só, os prejuízos das lesões, mas ao passar a cuidar do seu corpo e alimentação, o empregado passa a ter uma modificação na sua auto-estima e consequentemente farotes psicomotores serão alterados, chegando ao resultado de melhoria na sua qualidade de vida que a ginástica isolada não conseguiria promover.

Já sobre o assunto tecnologia, começaram a circular informações sobre o RIC, a nova identidade, que reunirá, num só documento, todos os dados dos cidadãos brasileiros e naturalizados, como RG, CPF, cor da pele, peso. O chip do cartão permitirá a integração dos dados numa única base de informação, dificultando falsificações.



Logo me veio o censo social: com tanta gente Brasil afora que não tem sequer uma certidão de nascimento e um prato de comida por dia, como propagar essa cultura tecnológica de primeiro mundo?

Mesma resposta do meu orientador: nem sempre o resultado da ação isolada é o mesmo da reação em cadeia gerada pela ação em si. A simples implantação do mesmo tipo de chip nos cartões de banco gerou uma revolução nítida. Senhoras que iam ao banco só pra sacar a sua aposentadoria, agora levam um acompanhante pra lhes ajudar a entender o processo e passaram a investir seu dinheirinho pelo simples fato de terem maior contato com o banco e seus gerentes.

Fiquei imaginando aquela família raquítica exibindo seus cartões magnéticos de Identidade Civil. O sentimento estampado ali é o de inclusão social, de cidadania integrada, de evolução. Aquele simples cartãozinho certamente causará um efeito psicológico que irá deixar a comida mais gostosa, os estudos mais estimulantes, a família mais esperançosa... E os "classe A-B", já acostumado à tecnologia, se vêem integrados às grandes nações, pois passa a perceber a praticidade de uma mudança desse tipo, vislumbrando uma atenção do Governo com a estruturação e promoção da cidadania.

É, os investimentos diretos em Educação e Bolsas (Família, Gás, Escola, escambal) podem criar sempre mais espectativas, mas ao mudar a perspectiva da população, quem sabe o povo não se convence que não é coitadinho e, ao invés de pedir "esmola" pro Governo, não passa a se considerar cidadão de uma nação que tem tudo pra ser deixar de ser considerada terceiro mundo...

sexta-feira, agosto 22, 2008

"Estrogonoficamente sensível"

Nesses tempos de política, isso não deve ser muito diferente do que se vê no horário eleitoral...



Só pra constar: só achei uma dessas palavras...
batráquio: anfíbio (sapo) que possui uma cabeça bem maior que as dos demais sapos e considerado o mais astuto e malandro dos sapos.

quinta-feira, abril 10, 2008