Da mesma forma que o silêncio pode ser a melhor poesia Abstrair pode ser a melhor forma de sorrir em silêncio...
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quinta-feira, fevereiro 24, 2011
“Pensando nas estrelas noite após noite começo a perceber que 'As estrelas são palavras' e todos os incontáveis mundos da Via Láctea são palavras, e esse mundo também o é. E percebo que não importa onde eu esteja, seja em um quartinho repleto de ideias ou nesse universo infinito de estrelas e montanhas, tudo está na minha mente. Não há necessidade de solidão. Por isso, ame a vida pelo que ela é e não forme ideias preconcebidas de espécie alguma em sua mente.” (Jack Kerouac)
sábado, agosto 14, 2010
Família
A Lor3na sempre teve a maior panca de mãe. Sempre cuidou do bem estar de mim e do Lu, mesmo quando a gente era criança e brigava horrores. Ela sempre tinha um bilhete, um carinho, até mesmo um cinismo característico da família pra que a gente se desse conta de algumas asneiras.
Deu o maior sabão no Léo esses tempos, tá colocando o primo na linha nas responsabilidades domésticas, nas posturas pessoais e no compromisso acadêmico. O Luciano já passou por essa fase, e graças a ela se deu até muito melhor do que esperávamos.
Esses dias eu lembrei duma garota que mexeu com as minhas idéias. Chegou a me colocar contra a parede de o porque eu aceitar tão de boa algumas coisas mas não levá-las pra minha vida - homosexualismo, drogas, porres, festas...
Não que eles iriam me esfolar, mas porque tem todo um envolvimento da família em cima de tudo que eu, a Lo e o Lu fazemos. Somos os mais velhos, os primeiros dos 15 Zóides.
Os primos nos observam, miram a gente, e de alguma forma a gente influencia. E nossos tios estão de olho, porque tudo o que fazemos, as escolhas que tomamos, os comportamentos que assumimos refletem no comportamento dos seus filhos.

Pela primeira vez conseguimos todos os 15. E muito gostoso ver como todos estamos lindos, maduros, tranquilos, responsáveis - uns deslizes ou outros, mas adolescer é errar - e que a nossa família é tão unicamente unida, alegre, compreensiva com as diferenças e divertida nas suas histórias...
E, Vó Titinha, desencana! Bisneto só lá pela Copa de 2014, no que depender da gente... uhahuahua!!!
Deu o maior sabão no Léo esses tempos, tá colocando o primo na linha nas responsabilidades domésticas, nas posturas pessoais e no compromisso acadêmico. O Luciano já passou por essa fase, e graças a ela se deu até muito melhor do que esperávamos.
Esses dias eu lembrei duma garota que mexeu com as minhas idéias. Chegou a me colocar contra a parede de o porque eu aceitar tão de boa algumas coisas mas não levá-las pra minha vida - homosexualismo, drogas, porres, festas...
Ok, pausa no conto: eu sou careta, quadradona, hetero, mas de cabeça abertááássa. Obrigada.
Não que eles iriam me esfolar, mas porque tem todo um envolvimento da família em cima de tudo que eu, a Lo e o Lu fazemos. Somos os mais velhos, os primeiros dos 15 Zóides.
Os primos nos observam, miram a gente, e de alguma forma a gente influencia. E nossos tios estão de olho, porque tudo o que fazemos, as escolhas que tomamos, os comportamentos que assumimos refletem no comportamento dos seus filhos.

Pela primeira vez conseguimos todos os 15. E muito gostoso ver como todos estamos lindos, maduros, tranquilos, responsáveis - uns deslizes ou outros, mas adolescer é errar - e que a nossa família é tão unicamente unida, alegre, compreensiva com as diferenças e divertida nas suas histórias...
E, Vó Titinha, desencana! Bisneto só lá pela Copa de 2014, no que depender da gente... uhahuahua!!!
segunda-feira, junho 21, 2010
Resquícios
Cheguei no quarto ontem, depois de passar o dia fora, e senti uma lufada do ar gelado que ficou ali com o doce aroma da noite anterior, restinho de um passado muito recente que estava presente, pra me "perturbar".
Nada tão perturbador quanto uma ligação hoje, da mais amada amiga, me contando que o namorado tinha engravidado "acidentalmente" outra pouco antes de os dois firmarem o relacionamento. Quando se tem escolha é que fica difícil tomar uma postura. Phoda é só ter que conviver com a escolha e fingir que não se passa o resto da vida considerando o que teria acontecido com o outro caminho.
Escolhas. Cada uma que fazemos nos acompanha pelo resto da vida. Até a mais inocente (aham, se você tivesse comprado um picolé ao invés de um bombom, vai que ele tava premiado e vc ganhava um carro?) até as mais profundas (tipo aquela vez que você decidiu não viajar pra praia com sua família pra ficar estudando, e com isso passou num concurso que você queria e agora ganha bem pacas).
Fui comentar com o Artista Urbano essa história, que se eu fosse ela encararia se achasse que vale a pena bancar a madrasta com um cara que pode te dar muito mais alegrias na vida. Ele veio brincando: hum, te contar então, eu tenho 3 filhos. E aí?
Aí que eu ri, mas fiquei pensando: e se fosse comigo? Sério! Liguei pra .Intense. e ela me fez pensar numa coisa que eu já tinha formado opinião uns anos atrás, mas nem pensava mais: nosso passado nos molda no que somos hoje, e as nossas escolhas nos trouxeram até aqui. Querer mudar alguém a partir de agora pode até funcionar, mas não se muda o que aconteceu lá atrás. Se aprende a conviver, ignora-se ou partimos pra próxima.
E essa escolha também dói pacas. Minha irmã ontem mesmo me escreveu "Há sempre alguma coisa que atormenta". Mas precisamos tomar as posturas que nos parecem - pensando fria e racionalmente - mais interessantes, que nos possibilitam ambientes mais serenos, proveitosos, engrandescedores.
E o só o tempo e a serenidade pra nos dizer se estamos no caminho certo, ou é preciso, mais uma vez, chutar o balde, virar a esquina e seguir um novo rumo...
Nada tão perturbador quanto uma ligação hoje, da mais amada amiga, me contando que o namorado tinha engravidado "acidentalmente" outra pouco antes de os dois firmarem o relacionamento. Quando se tem escolha é que fica difícil tomar uma postura. Phoda é só ter que conviver com a escolha e fingir que não se passa o resto da vida considerando o que teria acontecido com o outro caminho.
Escolhas. Cada uma que fazemos nos acompanha pelo resto da vida. Até a mais inocente (aham, se você tivesse comprado um picolé ao invés de um bombom, vai que ele tava premiado e vc ganhava um carro?) até as mais profundas (tipo aquela vez que você decidiu não viajar pra praia com sua família pra ficar estudando, e com isso passou num concurso que você queria e agora ganha bem pacas).
Fui comentar com o Artista Urbano essa história, que se eu fosse ela encararia se achasse que vale a pena bancar a madrasta com um cara que pode te dar muito mais alegrias na vida. Ele veio brincando: hum, te contar então, eu tenho 3 filhos. E aí?
Aí que eu ri, mas fiquei pensando: e se fosse comigo? Sério! Liguei pra .Intense. e ela me fez pensar numa coisa que eu já tinha formado opinião uns anos atrás, mas nem pensava mais: nosso passado nos molda no que somos hoje, e as nossas escolhas nos trouxeram até aqui. Querer mudar alguém a partir de agora pode até funcionar, mas não se muda o que aconteceu lá atrás. Se aprende a conviver, ignora-se ou partimos pra próxima.
E essa escolha também dói pacas. Minha irmã ontem mesmo me escreveu "Há sempre alguma coisa que atormenta". Mas precisamos tomar as posturas que nos parecem - pensando fria e racionalmente - mais interessantes, que nos possibilitam ambientes mais serenos, proveitosos, engrandescedores.
E o só o tempo e a serenidade pra nos dizer se estamos no caminho certo, ou é preciso, mais uma vez, chutar o balde, virar a esquina e seguir um novo rumo...
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