quinta-feira, maio 13, 2010

Teorizando

Tava ali no Excesso Intenso, fui comentar, e acabei divagando... Afinal de contas, amor é o quê?

Já fui criticada por dizer, displiscentemente, que amo. Eu vejo que amor é livre, e a gente sempre preocupado em sentir aquela coisa sufocante, incendiária, sofrida que, pela definção do Aurélio, se chama romance - pois é, ser romântico é gostar de sofrer, e não ser piegas.

Amar é gratuidade, é borboleta no estômago, é confidência, é doação, é ignorar trocentas coisas pelo simples fato de te fazer bem, é notar outras trocentas coisas que te agregam e fazem vcs viverem melhor.

Já amei muito, e amar é pra sempre sim. Os relacionamentos é que não o são. Ainda amo aquele mocinho de olhos verdes que eu namorei aos 15 anos. O cara é um panaca hoje, mas auele amor que eu senti naquela época por aquele mocinho tá lá ainda. Ficou no tempo o relacionamento. Amei demais o cara com quem fui quase casada por quase 6 anos. Quase deu certo - o relacionamento - e foi pleno - o amor. Amo muito a garota serelepe que tem a voz estridente, a mente inquieta e o coração saltitante - é, eu tô falando de vc, Intense! - e por mais que tenha havido distância, briga, decepção, oco, amo! O amor que eu senti por aquele carinha que eu tava"pegando" foi real, e embora eu saiba que foi passageiro, houve amor... Amei muito, muitas vezes, vivi diferente.

Quando você aprende a amar seu parceiro - namorado, pega ou pai dos seus filhos - como você ama uma amiga - ou seja, sem cobrança, com aceitação, sinceridade, desprendimento e doação - sexo é a parte quente, colo é a parte aconchegante e passeios são a parte êxtase. E todo o resto vem mais feliz...

Fica mais fácil vc não brigar - afinal você entende que seu amor não é seu clone aperfeiçoado - você entende melhor e ouve mais, você perdoa mais fácil aquele dia de cão que ele te deixou na porta de casa com um simples beijinho e saiu cantando pneu ao invés de deitar no seu colo e desabafar - ele é homem, é um ser prático e normalmente não gostam de chorar na nossa frente - e pára com essa nóia de que só porque ele não quer conversar ele te odeia - cada um reage de um jeito a N coisas. Fica mais fácil entender, agradar, deixar a entender o que você quer. Quando você perde o medo de ser sincera e conversa, ao invés de ficar com especulações e síndromes de perseguição e vingancinhas, o relacionamento fica mais leve, franco, entregue, sintonizado.

Experimenta... O máximo que pode acontecer é vocês perceberem que o amor não é compatível com as suas expectativas e o relacionamento acabar. Mas o amor é pra sempre.

2 comentários:

Lor3na disse...

pra sempre é tão demoraaaado!

Juliana Dacoregio disse...

Tem muito a ver com o que acabei de postar. Tomei a liberdade de copiar um trecho (e indicar seu blog), espero que não se importe. Se se importar, eu tiro. ;)