quarta-feira, março 10, 2010

Síndrome Paparazzi

Apesar de eu nunca ter gostado muito de revista de fofocas, sempre que eu não vejo uma celebridade nas revistas eu fico intrigada, admirada, fã. Discrição é um dos maiores charmes do ser humano, que infelizmente exige habilidade, e por isso mesmo tão pouco trabalhado.

A vida das pessoas deve, sim, ser preservada dos olhares de quem não lhes interessa compartilhar alegrias, reflexões, posturas, intimidades, angústias, conquistas, planos.

Por outro lado, as pessoas que estão próximas a você - celebridade ou não - se interessam pela sua vida, pelo seu bem estar, te querem bem e se preocupam quando alguma coisa não parece estar bem e querem ajudar, principalmente se você é uma daquelas pessoas que despertam sorrisos só por ter entrado na sala e dito bom dia.

Isso não é bisbilhotice. É carinho, preocupação, amizade. Qualquer coisa que muda na rotina, nos hábitos, na linguagem corporal - seja uma camissa diferente, um corte de cabelo, um cuidado extra com a imagem, sei lá... - desperta um alerta em quem te conhece, e as perguntas surgem naturalmente, pra "sintonia".

Excesso de privacidade desperta ainda mais a curiosidade, é por isso que as pessoas tranquilas, que não escondem mas que não fazem escândalos nem drama pra esconder, não são visadas. A curiosidade do ser humano é assombrosa, e muitas vezes desmedida.

Mais uma vez, equilíbrio. Tudo que foge au equilíbrio não pode ser saudável, lembra?

Um comentário:

GJ disse...

Todos gostamos de guardar nossa privacidade. Mas também podemos, e temos que, compartilhar pequenas partes de nossa vida com quem se importa com a gente. Não precisa ser tudo, não precisa de tantos detalhes. Mas não precisamos ser tão paranóicos para imaginar que qualquer pergunta é uma invasão de privacidade.