Apesar de eu nunca ter gostado muito de revista de fofocas, sempre que eu não vejo uma celebridade nas revistas eu fico intrigada, admirada, fã. Discrição é um dos maiores charmes do ser humano, que infelizmente exige habilidade, e por isso mesmo tão pouco trabalhado.
A vida das pessoas deve, sim, ser preservada dos olhares de quem não lhes interessa compartilhar alegrias, reflexões, posturas, intimidades, angústias, conquistas, planos.
Por outro lado, as pessoas que estão próximas a você - celebridade ou não - se interessam pela sua vida, pelo seu bem estar, te querem bem e se preocupam quando alguma coisa não parece estar bem e querem ajudar, principalmente se você é uma daquelas pessoas que despertam sorrisos só por ter entrado na sala e dito bom dia.
Isso não é bisbilhotice. É carinho, preocupação, amizade. Qualquer coisa que muda na rotina, nos hábitos, na linguagem corporal - seja uma camissa diferente, um corte de cabelo, um cuidado extra com a imagem, sei lá... - desperta um alerta em quem te conhece, e as perguntas surgem naturalmente, pra "sintonia".
Excesso de privacidade desperta ainda mais a curiosidade, é por isso que as pessoas tranquilas, que não escondem mas que não fazem escândalos nem drama pra esconder, não são visadas. A curiosidade do ser humano é assombrosa, e muitas vezes desmedida.
Mais uma vez, equilíbrio. Tudo que foge au equilíbrio não pode ser saudável, lembra?
Um comentário:
Todos gostamos de guardar nossa privacidade. Mas também podemos, e temos que, compartilhar pequenas partes de nossa vida com quem se importa com a gente. Não precisa ser tudo, não precisa de tantos detalhes. Mas não precisamos ser tão paranóicos para imaginar que qualquer pergunta é uma invasão de privacidade.
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