Vindo pra formatura do Lu em BH fiz uma conexão longa em São Paulo, e aproveitei pra matar saudades de um grande amigo.
Enquanto o avião descia em Congonhas, desliguei o netbook e a foto da Dani Suzuki na capa da revista me chamou a atenção. Além de linda, sempre notei uma aura diferente nela. Olhei pela janela e vi aquele sol maravilhoso por cima das nuvens dar lugar às nuvens cinzentas que escondiam São paulo numa aura gris. Não deu tempo de ler a reportagem. Tinha uma hippie linda sentada na poltrona do lado, me desejando "boa viagem e um fim de semana pleno" (sim, com essas palavras, pois é...) enquanto esperava pra descer.
Na sala de embarque, entre um café e uma gargalhada, me vi discutindo com o tal amigo sobre o quanto estar de volta às orações tem me feito bem, falando sobre psicologia da necessidade da mente humana em ter alguma força superior pra se manter em equilíbrio, de fé, de Rosa de Saron e sua estratégia mercadológica mas que pregava com sutileza... E ao redor, engravatados, gente de chinelo e camiseta confortável, saltos e colares vistosos, vitrines iluminadas e uma profusão de cheiros do café expresso ali perto. Tudo num mesmo lugar, integrado, oposto e sintonizado.
Quando finalmente fui pegar o outro vôo pra Confins, entrei pelo mesmo portão que havia descido, alguns passageiros do vôo anterior me seguiam com o olhar. E isso me deu a nítida sensação de que tudo estava conectado.
E não é que na entrevista a Suzuki dizia isso mesmo? "A possibilidade de conviver com diferentes grupos, de ver que eles encontram formas de serem felizes, me mostrou que não dá pra julgar as escolhas dos outros. No fundo todo mundo quer acreditar em alguma coisa."
Aí que eu entendi o slogan do Up in the Sky: A história de um homem pronto para fazer uma conexão. (Não entendeu, assite...)
Um comentário:
Bom te reler. Eu ando relapso com os blogs dos amigos. Gostei do texto. Esse lance de sincronicidade sempre me persegue e sempre me toca.
Beijinhos.
Ivan.
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