Seguindo recomendações do HMH, fui no cinema na segunda de carnaval. Eu comigo mesma, em busca dum programinha light.Saí do cinema às lágrimas. É sério!
Eu tenho total pavor de ficar sozinha. Não por opção - aquele smomentos que só você e um copo de coca na varanda são tudo de bom - mas por falta de. Me refiro a você chegar num dia à noite e não ter pra quem dizer "bons sonhos", num sabadão não ter com quem dar uma volta no parque ou não ter um MSN piscando pra te contar como foi aquela reunião, matar saudades ou pedir pitaco no relacionamento daquele seu amigo...
O Up in the Air - piegamente traduzido pra Amor sem escalas, numa tentativa de chamar a atenção das menininhas que não precisam de outro motivo senão o Clooney pra ir ao cinema... - conta dum cara que aprendeu a ser frio, desapegado, estremanente prático e, por incrível que pareça na minha cabeça, feliz. Só que de repente ele encontra um bom motivo pra ir contra tudo que ele acreditata e, nas palavras do HMH, toma aquele capote da vida quando baixou a guarda.
Daí eu comecei a pensar: meu, a gente não pode viver solto pra variar? tem que ficar se vigiando o tempo todo? Pior que tem. Senão vc gasta muito mais tempo, neurônio e calmante depois pra se recuperar das coisas que você fez sem pensar, sem calcular friamente e medir todos os riscos.
E eu preciso admitir: além de viver sem paixão estar sendo deliciosamente prático - não tenho mais distrações e tudo é previsível e recompensador - ficar sozinha tem me permitido alguns bons momentos de auto-conhecimento, o que tem aprimorado meu humor, meu raciocínio e até minha libido (é, tão ficando acumulada, quando resolver "tirar atraso", vix...)
Um comentário:
Isso me faz lembrar "Time is All Around", da Regina Spektor.
"Why am I supposed to love if I don't want to love?
Why am I supposed to... I'm so tired..."
Os momentos sozinhos tem suas vantagens. Eles até rendem boas conversas com nós mesmos.
E ainda tem o bônus que você nunca vai ficar sem ter alguém para dar um boa noite. :)
Postar um comentário