segunda-feira, novembro 23, 2009

Dons...

Há quase 10 anos recebi uma cartinha do que viria a ser meu primeiro namorado, e que esse fim de semana foi minha única resposta para aquele que havia imaginado ser meu último namorado.

É dom de Deus uma mulher sensata e silenciosa,
E nada se compara a uma mulher bem educada.

Silenciosa jamais significaria calada e submissa, mas comtemplativa e compreensiva. E com essa frase replicada em todos os meus espelhos, rascunhos, paredes, blogs e sonhos é que tenho me segurado pra não correr até ele e pedir que se abra.

Que o espaço que existe hoje possa lhe dar as devidas condições pra "limpar a gaveta". É importante, apesar de o silêncio ser angustiante, que se busque o equilíbrio sempre.

Boa semana.

segunda-feira, novembro 09, 2009

Muros


Como semrpe, Maurício Ricardo mandando muitíssimo bem...
Tá aí um cara que eu admiro: apaixonado pelo que faz, capacitado para o que se propõe e sabe tirar vantagen disso.

O grande problema é que nem todo mundo tem paciência de pensar, é mais fácil ser levado e criticar quando oprimido. Apesar dos "muros" morais existirem e segmentarem situações diferentes com mãos de ferro, o limite principal entre o "lado pobre" e o evoluído está na nossa própria mente, quando preferimos ligar a TV ou se embriagar com cerveja barata a ler alguma coisa e criticar posicionamentos.

Um dia a gente chega lá: sem fronteiras interiores ou sociais...

terça-feira, novembro 03, 2009

Feriado...

Ir pro rancho invariavalmente me coloca num divâ a céu aberto (a uma belíssima paisagem pela frente...)

Mas num feriado de finados, resolvi dar espaço aos que já se foram - e ainda se fazem tão presentes. Alguns ergueram impérios do nada, pra não depender dos outros pra ter uma vida confortável. Impérios nem sempre materiais, que dariam sustentação financeira, mas de valores morais, como é o caso do meu vô Roberto.

Ninguém da nossa família ficou rico. Ninguém tem a tranquilidade de tirar férias quando quiser ou fazer passeios invejáveis quando der vontade. Aprendemos a conviver com roupas de brechó, sapatos em liquidação e bolsas de estudos (só assim pra poder sobrar um pra presentes, festas e um pulinho no rancho de Furnas). Sempre tivemos muitas gargalhadas pra compartilhar, pudemos sempre contar uns com os outros. Quando não conseguimos compreender um defeito, apegamo-nos às qualidades. Gostamos de trabalhar, somos excelentes no que fazemos, cada um na sua área, e aprendemos os nossos limites, e que não há carreira que compense a falta de um fim de semana regado à lembranças e conversas amistosas...

Quantas vezes eu já sonhei com coisas que, certamente, meu avô também sonhara... entretanto ele nos deixou de herança algo que ninguém, jamais, poderá nos tirar: família.

Diante do seu túmulo, que de vez em quando eu ia visitar e sentava em cima só pra ficar olhando aquela fotinha em silêncio, nesse feriado eu chorei, pela primeira vez. Não pude dizer nada senão "obrigada".

Que cada um, com seus lutos e pesares, possa saber valorizar aquilo de mais precioso lhe foi deixado. E se o saldo final não for positivo, reflita o quanto daqueles erros te permitiram uma vida de mais acertos.

Raízes que não podem mais nutrir tem a sua hora de se perder. Mas passam a compor um solo mais fértil, onde seus frutos agora tem a liberdade de criar as suas próprias raízes. Ficar firme nem sempre é se manter sóbrio, mas equilibrado.