terça-feira, março 23, 2010

Conexão

Indo pra formatura do Lu em BH fiz uma conexão longa em São Paulo, e aproveitei pra matar saudades de um grande amigo.

Enquanto o avião descia em Congonhas, desliguei o netbook e a foto da Dani Suzuki na capa da revista da Gol me chamou a atenção. Além de linda, sempre notei uma aura diferente nela. Olhei pela janela e vi aquele sol maravilhoso por cima das nuvens dar lugar à neblina cinzentas que escondiam São Paulo numa aura gris. Não deu tempo de ler a reportagem. Tinha uma hippie linda sentada na poltrona do lado, me desejando "boa viagem e um fim de semana pleno" (sim, com essas palavras, pois é...) enquanto esperávamos pra descer.

Na sala de embarque, entre um café e uma gargalhada, me vi discutindo com o tal amigo sobre o quanto estar de volta às orações tem me feito bem, falando sobre psicologia da necessidade da mente humana em ter alguma força superior pra se manter em equilíbrio, de fé, de Rosa de Saron e sua estratégia mercadológica mas que pregava com sutileza... E ao redor, engravatados, gente de chinelo e camiseta confortável, saltos e colares vistosos, vitrines iluminadas e uma profusão de cheiros do café expresso ali perto. Tudo num mesmo lugar, integrado, oposto e sintonizado.

Quando finalmente fui pegar o outro vôo pra Confins, entrei pelo mesmo portão que havia descido, alguns passageiros do vôo anterior me seguiam com o olhar. E isso me deu a nítida sensação de que tudo estava conectado.

E não é que na entrevista a Suzuki dizia isso mesmo? "A possibilidade de conviver com diferentes grupos, de ver que eles encontram formas de serem felizes, me mostrou que não dá pra julgar as escolhas dos outros. No fundo todo mundo quer acreditar em alguma coisa." Revista Gol de Fevereiro 2010.

Aí que eu entendi o slogan do Up in the Sky: Ele está prestes a fazer uma conexão.

quarta-feira, março 17, 2010

terça-feira, março 16, 2010

"Existe uma lenda de um pássaro que só canta uma vez na vida, com mais suavidade que qualquer outra criatura sobre a Terra. A partir do momento que deixa o ninho, começa a procurar um espinheiro-alvar e só descansa quando o encontra. Depois, cantando entre os galhos selvagens, empala-se no acúleo mais agudo e mais comprido. E, morrendo, sublima a própria agonia e despende um canto mais belo que o da cotovia e do rouxinol. Um canto superlativo, cujo preço é a existência. Mas o mundo inteiro pára para ouví-lo, e Deus sorri no céu. Pois o melhor só se adquire à custa de um grande sofrimento... pelo menos é o que diz a lenda."
Apócrifo do livro Pássaros Feridos, de Colleen McCullough, na edição de 1984.

quarta-feira, março 10, 2010

Síndrome Paparazzi

Apesar de eu nunca ter gostado muito de revista de fofocas, sempre que eu não vejo uma celebridade nas revistas eu fico intrigada, admirada, fã. Discrição é um dos maiores charmes do ser humano, que infelizmente exige habilidade, e por isso mesmo tão pouco trabalhado.

A vida das pessoas deve, sim, ser preservada dos olhares de quem não lhes interessa compartilhar alegrias, reflexões, posturas, intimidades, angústias, conquistas, planos.

Por outro lado, as pessoas que estão próximas a você - celebridade ou não - se interessam pela sua vida, pelo seu bem estar, te querem bem e se preocupam quando alguma coisa não parece estar bem e querem ajudar, principalmente se você é uma daquelas pessoas que despertam sorrisos só por ter entrado na sala e dito bom dia.

Isso não é bisbilhotice. É carinho, preocupação, amizade. Qualquer coisa que muda na rotina, nos hábitos, na linguagem corporal - seja uma camissa diferente, um corte de cabelo, um cuidado extra com a imagem, sei lá... - desperta um alerta em quem te conhece, e as perguntas surgem naturalmente, pra "sintonia".

Excesso de privacidade desperta ainda mais a curiosidade, é por isso que as pessoas tranquilas, que não escondem mas que não fazem escândalos nem drama pra esconder, não são visadas. A curiosidade do ser humano é assombrosa, e muitas vezes desmedida.

Mais uma vez, equilíbrio. Tudo que foge au equilíbrio não pode ser saudável, lembra?

Ainda espero...

terça-feira, março 09, 2010

Sinais

Desde que li A Profecia Celestina pela primeira vez, aprendi a identificar os sinais que me davam a direção correta pra cada passo que eu daria. Nem sempre essa escolha foi fácil ou me levou ao caminho mais fácil, mas invariavelmente eu chegava a um ponto de plenitude, graça e alegria que se tivesse escolhido um outro caminho certamente não teria chegado.

Aí comecei a perceber que esses sinais eram realmente ignorados pela maioria das pessoas, mas que estas também davam sinais claros daquilo que pretendiam, pensavam, desejavam. E comecei então a estudar linguagem corporal e traços fisionômicos.

Mas chegou uma hora em que me deparar dom a dissimulação ou a falta de auto-consciência me frustrava de uma forma tal que passei a desacreditar em muita coisa que antes me preenchia. Comecei a perder a esperança no ser humano, uma raça tão mesquinha que consumia tudo ao seu redor sem se dar conta dos impactos - sem discursos ambientalistas, eu falo dos envolvimentos pessoais mesmo.

Retomei a leitura da Profecia - desta vez com olhos mais críticos e céticos, mas não menos atentos - e passei a perceber e voltar a reconhecer os tantos sinais, nuances do cotidiano que me davam direcionamentos que me economizavam voltas, evitavam desgastes, permitiam melhor foco.

Não tem nada de místico, de fantasmagórico, de sobrenatural: basta observar os menores indícios pra perceber todos esses sinais. Uma palavra que não te soa bem pode te indicar que a conversa não vai ter um rumo agradável. Se um tik daquele carinha te incomoda incontrolavelmente pode ser um alerta de que ele não vai te agradar tanto. Se um sorriso normal te desperta uma alegria inexplicável, fique atento, aquela pessoa pode te facilitar algumas conquistas por pura simpatia.

Já houve época de eu considerar essas nuances como premonição. Outras, providência divina. Até sensibilidade anormal a outros planos. Whatever. O importante é notar, e saber se deixar guiá-lo.

Acredite: funciona.

Um dia uma medalinha me "perseguiu". Hoje eu acabei de perdê-la. Ainda tô digerindo esse sinal, mas minha teimosia humana-terrena-carnal não me deixa aceitar...

segunda-feira, março 08, 2010

Mulher

Ser especial em sua essência, dádiva divina!

Como mãe, semeia esperança,
como irmã, espalha fervor,
se esposa, há perseverança,
se trabalhadora, emite confiança,
mas em tudo, cultiva amor.

Polivalentes, guerreiras, idealizadoras, visionárias, difusoras da paz e da justiça.

Quanta coisa emana de ti, doce criatura!

Tu que és dar e receber,
que com a mesma humildade sabes perdoar e esquecer.

Santas criaturas
Anjos de candura
Simplesmente Mulher!

Cada qual à sua maneira, unânimes na singeleza do olhar!

PARABÉNS PARA TODAS MULHERES !!

Enviado por Virgínia Leyllane

Que Nossa Mãezinha possa nos proteger com seu manto e nos ser exemplo de humildade, dulcilidade, dedicação e fé.

sábado, março 06, 2010

Conexão

Vindo pra formatura do Lu em BH fiz uma conexão longa em São Paulo, e aproveitei pra matar saudades de um grande amigo.

Enquanto o avião descia em Congonhas, desliguei o netbook e a foto da Dani Suzuki na capa da revista me chamou a atenção. Além de linda, sempre notei uma aura diferente nela. Olhei pela janela e vi aquele sol maravilhoso por cima das nuvens dar lugar às nuvens cinzentas que escondiam São paulo numa aura gris. Não deu tempo de ler a reportagem. Tinha uma hippie linda sentada na poltrona do lado, me desejando "boa viagem e um fim de semana pleno" (sim, com essas palavras, pois é...) enquanto esperava pra descer.

Na sala de embarque, entre um café e uma gargalhada, me vi discutindo com o tal amigo sobre o quanto estar de volta às orações tem me feito bem, falando sobre psicologia da necessidade da mente humana em ter alguma força superior pra se manter em equilíbrio, de fé, de Rosa de Saron e sua estratégia mercadológica mas que pregava com sutileza... E ao redor, engravatados, gente de chinelo e camiseta confortável, saltos e colares vistosos, vitrines iluminadas e uma profusão de cheiros do café expresso ali perto. Tudo num mesmo lugar, integrado, oposto e sintonizado.

Quando finalmente fui pegar o outro vôo pra Confins, entrei pelo mesmo portão que havia descido, alguns passageiros do vôo anterior me seguiam com o olhar. E isso me deu a nítida sensação de que tudo estava conectado.

E não é que na entrevista a Suzuki dizia isso mesmo? "A possibilidade de conviver com diferentes grupos, de ver que eles encontram formas de serem felizes, me mostrou que não dá pra julgar as escolhas dos outros. No fundo todo mundo quer acreditar em alguma coisa."

Aí que eu entendi o slogan do Up in the Sky: A história de um homem pronto para fazer uma conexão. (Não entendeu, assite...)

quinta-feira, março 04, 2010

Introspecções

Conheci um cara que sempre que precisava pensar em alguma coisa saia pra andar sozinho. Tem dia que passava horas andando à esmo, olhando vitrines sem enxergar, olhando as pessoas passando e abstraindo. Algumas variações como pedalar, andar de moto, cavalgar se incluem aí. Depois, como se tivesse só ido ali na padaria comprar chiclete retomava conversas com a mente esclarecida, idéias formadas e opiniões tomadas.

Tinha uma outra pessoa que disparava a falar quando tinha alguma dúvida, conjecturando em voz alta, quer você ouvisse ou não, mas precisava de alguém por perto pra escutar e balançar a cabeça.

Já vi gente que raciocina com agilidade tal que não interrompe o assunto, reformula idéias com a naturaliade e velocidade de uma respiração, e atualiza o banco de dados de opiniões com uma precisão e clareza que até confundem interlocutores.

Conheci também seres tão inocentes, e alguns até imaturos mesmo, que quando precisavam refletir se isolavam. Passavam dias sem falar com ninguém - pelo menos não a respeito daquela aflição/reflexão - e as posturas tomadas demoravam a se consolidar, e por isso já deixavam um ambiente todo tenso, suspenso, em volta. E muitas vezes a introspecção é tanta que é difícil atése abrir pra explanar, esclarecer, falar.

Li reflexões mil nos blogs (estrategicamente) pouco divulgados. Twitts e posts misteriosos, mas que marcam transições de pensamentos. Eu mesma já tive mania de escrever cartas pra mim mesma.

Já vi gente que nem se dá ao trabalho de refletir. Age totalmente por impulso, e a vida acaba se tornando uma avalanche muitas vezes descontroladas. E mais uma vez elas pulam fora, deixam tudo pra lá, porque sabem, incoscientemente por incrível que pareça, que nem gasta tentar resolver.

Conheci gente que chora. Que dorme pra esfriar a cabeça mesmo com um milhão de coisas borbulhando no cérebro - e acredite, funciona. Gente que corre pra uma igreja e ora. Já topei com uns caras que não conseguem fitar ninguém nos olhos e se soltam no MSN. Já vi gente se afastar porque se apaixonou - traumas de ex, imagino. Encontrei pessoas que não conseguem se apaixonar mesmo querendo se entregar. Já vi gente que não se envolve e não vê sentido nisso. Gente que tem a necessidade de ter e ser de alguém.

E ainda sim eu me pergunto: que mal há em se compartilhar angústias com quem te quer bem gratuitamente?

terça-feira, março 02, 2010