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terça-feira, novembro 02, 2010

Wind of change

Já tem mais de semana desse texto, mas a ansiedade que me acordou hoje foi tanta que eu não podia mais ficar sentada pensando na vida ao invés de me vestir, sair pra ver o sol (ou rezar pra não pegar chuva) e ter mais um pouco do último parágrafo enquanto ainda estou por aqui...


Trampando como interprete num evento uma semana inteira, em pé, de camisa escura, debaixo de uma tenda quente, com a bota cozinhando meu pé e usando copinhos de água mineral pra manter a cabeça fria, me preparando pra mais 10 dias como fiscal de quadra em olimpíadas.

Não, isso não é uma reclamação.
É só o cenário que eu realmente ADORO. Apesar da peãozada sem noção, dos estudantes baderneiros, dos criadores mal-educados, organizadores sem comunicação e cerimonialistas sem expediente.

Eventos grandes me instigam, porque é preciso muuuito cuidado pra planejar, organizar, conduzir, concluir, e paciência o tempo todo pra lidar com os egos mais diferentes que se possa imaginar. A gente vê o resultado na hora, e pode previnir falhas numa próxima edição.

E nessa feira eu pude ter meus minutinhos de glória, como estágio na produtora, porque eu me ofereci pra ajudar e descobriram habilidades que duas pessoas não estão atendendo. Tinha hora que eu não podia nem ir ao banheiro, porque se gringo chegasse, era só eu pra salvar a pátria. Detalhes como ter sido indicada por ex-colega, elogiada por ex-chefes, referência para ex-professores me fazem ver que tudo que foi feito até agora valeu a pena, e que consegui ultrapassar a barreira de mera "menina do cerimonial", e que o carinho que têm por mim é pela profissional que me tornei, a pessoa em quem podem confiar.

Eu sei que sou diferentona num monte de coisas, e já fui tachada de louca por pegar carona pra visitar gente, me oferecer pra ajudar desconhecidos, me arriscar em empregos que me pareciam oportunidades de ouro e deixar empreguinhos pra trás, conversar com gente que ouvi uma parte da conversa e achei interessante. Aí hoje eu conheci a Terry, uma menina de cinquenta e poucos, que veio sozinha da Florida, e por quase uma hora batendo papo - em inglês - e dando gargalhada sobre como tem gente que perde as pequenas alegrias, trocamos email e um abraço cheio de energia positiva, e quem não tem medo de parecer louca só porque se faz o que gosta. e ela foi embora, dizendo que é por medo de se jogar e ver que é possível ir mais longe que as pessoas se coibem, se conformam.

Fiquei com a sensação deliciosa e que realmente existe uma conspiração no universo. Mas é para que as coisas não só continuem mudando para melhor, mas que tem muita gente querendo mudar, e não fazendo nada, e eu aproveitando essa energia no ar e correndo atrás do que eu já não tenho tempo nem paciência mais de sonhar, preciso conseguir.

Só faltava mesmo encontrar o namorado... Compartilhar essa alegria, comemorar pequenas vitórias, me deixar iluminar pelo sorriso manhoso que me diz sempre "relaxa..." e ri gostoso... E poder curtir o silêncio pleno e o beijo carinhoso e cheio de saudade que eu deixei na rodoviária 15 dias antes...

Até nisso tem alguém lá em cima que eu acho que vai com a minha cara...
Valew aê, hein!!!

terça-feira, setembro 28, 2010

Caixa de Pandora

Tenho verdadeiro horror de superficialidades. Eu sei que exagero, a .Intense. cansou de dizer que eu sou 8/80: me jogo de cabeça ou passo a nem me importar de uma hora pra outra.

Quando eu fiz minha primeira tatoo, eu acho que passei uns 2 anos pensando onde, o que, daqui a 50 anos, sigificado, impactos. Apaixonei! E sempre me falavam que o perigo é só a primeira, que aí perde o medo e quer tatuar até a testa. Só que eu fiz caca. Arrependi hora que eu vi pronta. Mas além de eu não querer refazer outra coisa esquisita, vim maquinando tem uns 2 anos. E já tem uns 2 meses que a figura tá decidida. Semana que vem eu posto a cicatrização.

Como acontece de tempos em tempos - trimestralmente, quase - eu dou um limpa geral: roupa, papel, livro, decoração. E eu acabo deletando trocentas coisas também. As fotos da minha formatura fui mexer esses dias, que bateu uma puta saudade de ir pra biblioteca ao invés de ir pra aula só pra bater papo com a patotinha. Aí eu fui achar umas outras coisas que não faziam parte do momento "sorriso espontâneo". Tinha foto minha, linda poderosa, de beca, que eu deletei porque me deu angústia. Nessa leva foi um monte de arquivo morto. E meu HD virtual ficou mais limpo, minhas lembranças mais leves. Tudo pronto pras coisas novas e que realmente levam minha vida pra frente.

Eu não sei mais viver de retrocessos. Não volto. Pra Patos, pra graduação, pra ex, pra empreguinho, pra pensionato, pra DRs já encerradas. Sou mais esgotar todas as possibilidades de uma situação, pra quando sair, nem pensar em olhar pra trás. Não me arrependo de nada que eu fiz - apesar de não me orgulhar de tudo - muito menos do que eu deixei pra trás, pra ficar lá atrás.

Mas tem hora que de tanto querer fincar o pé quando eu tomo uma decisão, eu viro as costas muito bruscamente, e não dá tempo de todo mundo acompanhar. Aí ficam resquícios que eu nem lembrava, que "aparecem" e detonam com todo meu sentimento serelepe e tranquilo.

Tem gente que considera as memórias uma caixa de Pandora. A minha é justamente o que eu não faço questão de lembrar. E quando alguém vê, e não sabe de todo o processo, vix... Só que ultimamente eu tenho feito questão de futricar passado, limpar tudo. Limpar, mesmo, no sentido de reorganizar, eliminar lodinhos que vão ficando pelos cantos, deixar agradável, vazio, pronto pro presente, pro que eu tô vivendo e ainda quero viver com quem tá comigo hoje, em paz, inteira, infinitamente sorridente e sabendo que faço alguém feliz pelo que me tornei.

Normalmente eu demooooro até tomar uma decisão. Mas quando tomo é simples, tipo interruptor: click!

domingo, agosto 29, 2010

Domingueira

Da minha janela hoje vejo a cidade cinzenta, com um sol cansado - embaçado demais pra ser quse meio-dia.
Na mesa tem remédio ao lado de livro, junto com um lenço e papeletas que estavam na bolsa.
No player, uma mistura de Pearl Jam, Incubus, The Brew e o vazio entre as músicas que me dão a chance de um lampejo de pensamento.

No celular, a mensagem que ainda não chegou de que namorado já está acordado.

Na cabeça, idéias, planos, sonhos, projetos, que não conseguem chegar até a ponta dos dedos ou se organizar numa linha decentemente lógica que me permita pautá-las num plano de ação. A blogsfera ainda entorpecida pela letargia. O dia ainda não parece ter começado. A TV mostra qualquer coisa que não me prende quando vou à cozinha buscar mais uma pedra de gelo.

Na câmera, ainda 10 fotos pro fim do filme. No pendrive arquivos que eu preciso terminar, publicar, rever.

E eu não consigo sossegar mais de 30 segundos na cadeira...

É, hoje é domingo.

segunda-feira, agosto 02, 2010

'tendeu?

você realmente fica lindo ao por do sol.
mas também fica deliciosamente instigante quando a gente faz amor.
e incrivelmente divertido quando conta suas histórias.
preguiçosamente aconchegante quando me abraça manhoso.
e me deixa com o coração na boca cada vez que lembro do seu cheiro, do seu toque, da sua gargalhada, do seu beijo, do seu olhar, da sua voz, das suas gírias, da sua testa franzida, da maneira como vc fecha os olhos quando ri, de vc fazendo bico qdo te mando beijo, de vc me mandando beijo, do seu cuidado com suas coisas, de vc virando o braço, de vc dormindo na minha cama, da gente olhando um pro outro, de vc reclamando de eu olhar pra vc, e eu fechar os olhos e continuar te sentindo...

Deu pra entender?

=D

terça-feira, julho 27, 2010

Casos

Tempããão que eu escrevi, e ainda continuo acreditando.
Não mais em "caso", mas no romance gostoso, leve,
despretenciosamente delicioso!

Com você eu viveria todos os casos:
escondidos, escancarados,
românticos, lascivos, errados, apaixonados,
os que dão em casamento, os que só dão em nada,
os que causam tudo!!!

terça-feira, julho 13, 2010

Intimidade ²

Intimidade é fato, não dá pra fugir, como diria a Zélia Duncan.

Intimidade é naturalidade, transparência, partilha. É quando não existe espaço obscuro, desconhecido, que deixa de ser novidade sem se tomar conhecimento.

Intimidade se mostra quando não se tenta esconder nada além de uma surpresa, não se mente nada além da preguiça, não se disfarça nada além de uma gordurinha localizada com uma lingerie estrategicamente diferente.

Intimidade é você poder sair sozinha, curtir com seus amigos, falar do seu companheiro e sorrir, se orgulhar de quem você escolheu pra sua vida, e quando volta pra casa, estar cheia de saudades, de carinho e de vontades, por saber que podem compartilhar e também dividir as coisas.

Intimidade é certeza de que há reciprocidade. É conhecer os momentos de dar espaço, e de se fazer presente, de falar, dar bronca, ter DR, de elogiar, de perguntar sobre, de ouvir e também de ficar calado, de contemplar, de sorrir de graça ou chorar em silêncio, de pedir colo e saber quando dar colo.

Intimidade é ter curiosidade com os interesses particulares do seu parceiro sem a necessidade doentia de monitorar. É se orgulhar de ter - e ser de - uma pessoa querida pelos outros, e a tranquilidade de saber que essa pessoa esconde os pés embaixo da sua perna enquanto lê ou faz as unhas porque vê em você o aconchego, chamego e segurança.

Intimidade é dar a certeza do carinho mútuo, do amor pleno, da confiança. É se fazer presente não por pressão, mas por ternura. Principalmente quando se está longe. É estar dentro, e não só ao redor. É estar pleno, e não cravado. Intimidade é envolvimento recíproco.