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quarta-feira, abril 07, 2010

Plano "P"

É raro eu ter um plano B pré-estabelecido. Por isso eu me frustro fácil com as coisas. Fico máááu! Aí eu piro, varo a noite escrevendo, saio pra pedalar de madrugada, gasto um tanque de gasolina rodando por aí pra pensar.

E na mesma facilidade com que eu caio, tenho novos planos, principalmente se alguém tá do meu lado precisando de ajuda em outra coisa que eu sei que posso ser extremamente importante.

Só que tem muita gente que não entende quando eu passo de puta de raiva [frustrada] pra puta-q-pariu [empolgada]...

Revendo o blog também eu até entando: 99% dos post de todo mundo é sobre relacionamentos, frivolidades, crises existenciais. Blog "sério" não dá ibope, por isso são postagens esporádicas, e/ou acaba sendo abandonado como tempo. O povo nem gosta muito desse negócio de ficar discutindo teorias acadêmicas, planos profissionais, projeções mil... "ai, papo mais cabeça,,, vamu relaxar, tomar todas..." Nem, ow, me erra! O mundo gira e a galera fica parada por aí, conformada, reclamando de braços cruzados...

A inércia se torna tão comum que quando a gente acha alguém diferente, primeiro pensamento é que somos comuns também. E até explicar que focinho de porco não é tomada, e que mulher interesseira não é a mesma coisa de mulher interessada, apesar de usarem algumas armas bem semelhantes, já viu o tamanho da insônia...

Aí me vem a Zélia me dando idéia (ou instigando reestruturação de planos] de explorar essa futilidade. Calma... Esse é o Plano P: PREPARA...

terça-feira, março 23, 2010

Conexão

Indo pra formatura do Lu em BH fiz uma conexão longa em São Paulo, e aproveitei pra matar saudades de um grande amigo.

Enquanto o avião descia em Congonhas, desliguei o netbook e a foto da Dani Suzuki na capa da revista da Gol me chamou a atenção. Além de linda, sempre notei uma aura diferente nela. Olhei pela janela e vi aquele sol maravilhoso por cima das nuvens dar lugar à neblina cinzentas que escondiam São Paulo numa aura gris. Não deu tempo de ler a reportagem. Tinha uma hippie linda sentada na poltrona do lado, me desejando "boa viagem e um fim de semana pleno" (sim, com essas palavras, pois é...) enquanto esperávamos pra descer.

Na sala de embarque, entre um café e uma gargalhada, me vi discutindo com o tal amigo sobre o quanto estar de volta às orações tem me feito bem, falando sobre psicologia da necessidade da mente humana em ter alguma força superior pra se manter em equilíbrio, de fé, de Rosa de Saron e sua estratégia mercadológica mas que pregava com sutileza... E ao redor, engravatados, gente de chinelo e camiseta confortável, saltos e colares vistosos, vitrines iluminadas e uma profusão de cheiros do café expresso ali perto. Tudo num mesmo lugar, integrado, oposto e sintonizado.

Quando finalmente fui pegar o outro vôo pra Confins, entrei pelo mesmo portão que havia descido, alguns passageiros do vôo anterior me seguiam com o olhar. E isso me deu a nítida sensação de que tudo estava conectado.

E não é que na entrevista a Suzuki dizia isso mesmo? "A possibilidade de conviver com diferentes grupos, de ver que eles encontram formas de serem felizes, me mostrou que não dá pra julgar as escolhas dos outros. No fundo todo mundo quer acreditar em alguma coisa." Revista Gol de Fevereiro 2010.

Aí que eu entendi o slogan do Up in the Sky: Ele está prestes a fazer uma conexão.

quarta-feira, março 10, 2010

segunda-feira, janeiro 11, 2010

Simples assim

Acordar cedo num domingo pra ver o sol nascendo.
Ir à missa logo cedo pra agradescer por um dia tão lindo.
Passear no parque e ficar observando os sons e formas.
Fazer aquela massinha fácil mas que exala na casa inteira.
Sentar pra conversar. Ver fotos. Lembrar fatos.
Tomar cerveja com sal. Tomar coca pq a cerveja subiu.
Rir e chorar despretenciosamente. Naturalmente.
Sair pra tomar sorvete e voltar só com coisinhas de menta.
sentar na varanda e olhar as nuvens passando, a noite caindo e o tempo esfriando.
Tomar banho gelado. Ouvir música sem pensar.
Ouvir coisas piegas que te inflamam o ego.
Tomar mais banho pra refrescar também os ânimos.
Andar de pijamas pela casa.
Comer mais daquela massinha deliciosa.
Dormir com um livro na mão.
Sonhar divertido.
Acordar pra tarbalhar com o mesmo sorriso.
Olhar o sol aquecendo a cidade.
E conseguir traduzir isso tudo sem dizer nada, mas contando tudo.

quinta-feira, janeiro 07, 2010

24


Pois é, 24.
E sempre uma fase nova. Não só pelo niver, mas por cada dia que amanhece, olho pro céu e vejo um motivo diferente pra admirar o dia que vem pela frente.

Mas tô aí, cada vez mais sorrisos, pra que convive, cada vez mais exótica pra quem me vê esporadicamente, cada vez mais delícia pra quem merece, cada vez mais doce pra quem me ama gratuitamente.

Obrigada a cada um que passa na minha vida, rápida ou persistentemente. Vocês me ajudam a moldar meu caráter, e me instigam a me aprimorar sempre, a ser uma pessoa melhor.

Deus, vc é 10!

terça-feira, dezembro 29, 2009

Prada/Proud

Her face is the map of the world,
You can see she's a beautiful girl


Quando eu assisti Anne Hataway se transformando e transtornando na assistente perfeita de Miranda Prisley, eu que já era apaixonada por Channel apesar de repudiar Dolce Gabanna, estava entrando no meu 4º período de secretariado Executivo
Pra quem me conheceu andando pelos corredores do colégio de sandália franciscana, moletom e um nó no cabelo assusta ao me encontrar num salto 11, cabelos curtos lisos e um decote elegante sob um tailleur.

And everything around her is a silver pool of light,
People who's around her feel the benefit of it and makes you calm
She hold you captivated in the palm


Acabei me fascinando pela imagem, e em como isso influencia a percepção que as pessoas podem ter do seu caráter. Tá certo que deu algumas derrapadas - gastei mais com sapatos e vestidos do que com uma boa viagem pra um pôr-do sol calmo - mas fazendo um balanço geral, lapidei bem minha auto-imagem, refinei meu caráter, me tornei querida pela franqueza e praticidade.

Suddenly I see: this is how I wanna be
Suddenly I see why the hell it means so much for me


Depois de algumas noites avassaladoramente desequilibradas, as noites solitárias na varanda de casa tem me dado o silêncio necessário pra organizar idéias e ideais.
Não, ninguém vai me ver andando de moletom pelo escritório ou ignorando vitrines. A imagem é cada vez mais indispensável, mas tem tomado um sabor um pouco menos ácido.
Tenho encontrado um novo equilíbrio entre aquela garota confortavelmente desligada e a patricinha frustrada.

De que adiantam os livros de psicologia pra entender como funciopna o impacto que uma palavra e o timbre com que é exposta podem causar se eu mesma não conseguia ouvir a minha própria voz dizendo: vem cá, te conheço?

She got the power to be
The power to give
The power to see, yeah, yeah!


Andy Sachs aprendeu um bocado. Mas não se deixou levar pela volúpia de Paris. Sabia que só um sorriso doce e gratuito poderia lhe trazer felicidade.

O melhor emprego do mundo, salário "infinito", glamour. Não. Tudo que foge ao equilíbrio não pode ser saudável. E tenho passado noites insones velando sonos sem sonhos pela inquietação de ser o melhor, for sure, mas essencialmente naturalmente pleno de serenidade e sensatez.

Auto-imagem. Isso envolve etiqueta, dresscodes, discernimento. E isso significa auto-conhecimento.

Não querendo me repetir, mas já repetindo, equilíbrio...

quinta-feira, outubro 22, 2009

Criatividade move massas...

E eu falo das cinzentas e das adipossas tb... auhuhauha



A ação, feita em conjunto pela agência de publicidade DDB e pela Volkswagen, foi implantada em um metrô de Estocolmo, na Suécia.

Imagine que você está descendo as escadas do metrô, como faz habitualmente todos os dias, e começa a ouvir sons de piano, tocados em ritmo que vai de acordo com os seu passos. Essa foi a proposta da agência de publicidade DDB em uma parceria com a Volkswagen.

As duas empresas se reuniram para criar um experimento chamado, Fun Theory (algo como "teoria divertida", em inglês), uma tentativa bem ambiciosa de tentar mudar os hábitos sedentários dos moradores da capital da Suécia, Estocolmo.

Para isso, transformaram as escadas de uma estação de metrô em um piano, o que aumentou surpreendentemente o uso das escadas em 66%. O resultado você confere no vídeo.

(recebido por email)