sexta-feira, maio 28, 2010

Morri não, gente...
Só troquei de emprego.
Não tenho conexão com o mundo, pq na minha sala não tem internet (nem log na rede), não posso atender o celular e minha senha do telefone só liga pra número cadastrado na empresa ¬¬

Aí num aguentei e vim pra Uberaba ver a .Intense. Reviravoltas pra todos os lados, sessão de terapia no lanchinho, meus pais me ligando da praça ouvindo JQuest, GJ aceitando a vida de ser mais um no mercado de trabalho canibalizado num país capitalista mal estruturado, Myneyro verificando se psicologicamente eu tenho tanta certeza de que tô viva quanto fisiologicamente, já que a Céci quase me quebra no alongamento (pois é, voltei pro ballet tb =D) e meus créditos indo pro saco como tanto de sms q eu mandei pros meus amigos avisando que tô na terra das águas claras.

Sò pra dar notícia. Amanhã, news direto do Porteira Adentro.

Pagando língua, mas achando bão: 'Beraba tem lá seus recantos...

quinta-feira, maio 20, 2010

Meme da memória

A @JuDacoregio foi uma das agradáveis surpresas dessa semana. E depois de uns baques (hein? oO) dessa semana, relembrar algumas coisas e completar esse Meme realmente me ajudou a ver o quanto a gente guarda as pequenas com carinho quando se entende que "são os desafios que nos levam de uma foto feliz à outra".

Nesse meme, tem umas regrinhas:
1) Colocar o selinho e regras no blog!
2) Responder com muita sinceridade (quem sou eu, o que me faz sorrir, o que me faz chorar, a minha cor, a melhor lembrança, a música é, o filme, o pecado, o cheiro, o esporte, o hobby, o livro, o sonho), apenas com imagens (não vale responder por escrito);
3) Indicar as pessoas para responder e colocar seus links no final do post;
4) Deixar um comentários para a pessoa, avisando que ela foi indicada para a brincadeira;
5) Dizer as três lembranças mais fofas da infância.

Aqui vamos nós. Quem não entender alguma, me fala... Vou realmetne amar "explicar" cada uma. Abstrair é uma das melhores formas de consolidar qualquer idéia...

Selinho:

1) Quem sou eu:
2) O que me faz sorrir:
3) O que me faz chorar:
4) A minha cor:
5) A melhor lembrança:
6) A música é:
7) O filme:
8) O pecado:
9) O cheiro:
10) O esporte:
11) Hobby:
12) O livro:
13) O sonho:
Lembranças da Infância:
1) Saia com minha madrinha pra bater perna no centro da cidade, e comer pastel de banana com canela e um mineirinho...

2) Eu devia ter uns 5 anos. Peguei as roupas da vovó, uma peruca, passei blush e fui na oficina nos fundos falar ou pro vovô. Nunca corri de salto alto tão rápido na vida pra fugir da correiada! Anos depois fiquei sabendo que ele não me alcançou por causa da crise de riso quando me ouviu gritar "uh-úúú" imitando a vovó...

3) Não lembro disso, mas meu primeiro dia de ballet (aos 4 anos), tava com uma camisetinha de bolso, tirei uma pilha e entreguei pra Tia Adriane, "pra quando a pilha do som acabasse, a gente não ficar sem aula". Ela mesma que contou isso quando recebi um prêmio na acabemia uns 10 anos depois...

Pra quem vai o meme:
.Intense.
GJ
Lor3na

quarta-feira, maio 19, 2010

Última guerra

[pra ler ouvindo Skank]

Tava me segurando pra não comentar, mas vem a @Corporativetes e me solta um post impossíve de não querer discorrer sobre.

Eu não me considero uma mulher comum. Meu pai sempre me falou pra me destacar pelo meu melhor, e foi o que eu sempre busquei, inclusive nos meus relacionamentos.

Como a maioria dos meis amigos é homem, e a gente conversa de igual, eles me contavam das frustrações que tinhas com suas respectivas mulheres. Relacionamentos arrastando pela obrigação recíproca, "defeitos" delas (como faniquitos de ciume, falta de carinho/colo, conversas vazias, desinteresse total, implicâncias, gastos excessivos com coisas supérfulas), da falta de liberdade (pra coisa sinocentes como ir jogar futebol, sair pra tomar umas com os amigos - não, periguetada, só pq ele tá num bar ele não vai caçar a primeira, só se vc der motivo pra ele querer - ou simplesmente ir no shopping comprar alguma coisa). Outros amigos me contavam que tavam afim de tal pessoa, e 2 semanas depois me falavam q já tinham cansado, pq não tinha dado certo, mas a menina não parava de ligar e insistir, e eles passavam a ignorar (é por isso q homem tem fama de cafajeste: te dá um fora com delicadeza, e qdo vc corre atrás, ele te esnoba).

Baseada nessas e outras informações e experiências, passei a tomar algumas posturas.

Já tinha me iludido com amores rasos e não queria me desgastar mais, e portanto busquei estar mais fria, consciente, me entregar menos. Até meus sinais me dizerem que era hora de relaxar.

Quando parecia tudo maravilhoso, conto de fadas mesmo, um telefonema me dá o maior banho de água fria. Daí lembrei daquelas conversas com meus amigos. "Se um cara com quem vc tá ficando passa a te tratar de boa, sem cantadinhas ou insinuações, acorda: ele não tá mais afim de vc, então fica na sua".

E foi o que eu fiz. Ligava pra saber como tava, às vezes não resistia e mandava torpedo insinuante, mas não banquei a preguenta. Até tentei "seguir em frente", fiquei com outro cara, mas não adiantava. Era meu cavaleiro de armadura dourada que eu queria comigo quando ia dormir.

Aí depois de quase um mês "ausente" uma fofoquinha fez ele vir correndo, mesmo depois de uma serenata de madrugada pelo celular, e puxar uma DR.

Afinal de contas, quando você pede um tempo, fica longe, não dá papo, o outro lado pode entender como não compromisso, certo? Não é o que ficou parecendo. E fui crucificada. Não sou digna de confiança.

PÁRA TUDO! Todo homem reclama de mulher preguenta, dramalhão, perseguição de ex, falta de amizade gratuita. Quando eu resolvo encarnar a madura-bem-resolvida, levo na cara? Achei que tinha tomado um fora e agora eu que saí traindo por aí? E todo o amor que eu achei que poderia nascer dali e nem em standby eu sabia se podia deixar? Perdi o mesmo cara 2 vezes, uma por má-interpretação e outra por birra?

Tô máááu. Mauzaça...

terça-feira, maio 18, 2010

Responsabilidade

Tô vendo tanto post de "ai, deu tudo errado, e agora?" que eu não pude deixar de lembrar desse slide.
A @Intense_ entrou em alfa, tá tocando a vida e esperando a vez dela de ser feliz. A @judacoregio me achou nas teorias e no seu contraponto me fez pensar no quanto as pessoas tem responsibilizado os outros pela sua (in)felicidade.
Umas colegas de trabalho e outros amigos parecem que vão derretar se não voltarem logo pra cama, só porque o emprego é um saco, o dia tá frio, o cabelo tá arrepiado, o namorado não ligou ou o gato rasgou mais uma almofada.
Como diz o @gjgouvea, "o dia pode ficar cinza o resto do dia, desde que o nosso humor fique mais iluminado que isso... e é nesses dias q eu to melhor!" Deu pra enteder, ou vai precisar de psicanalista?

Mew, pára! Se você não é feliz, dá um jeito de achar um jeito de se sentir feliz. Não tem droga, porre, noitada ou paixão que te dê felicidade além de um momento de êxtase. Ser feliz é uma tarefa individual, interior e decisória!

quinta-feira, maio 13, 2010

Teorizando

Tava ali no Excesso Intenso, fui comentar, e acabei divagando... Afinal de contas, amor é o quê?

Já fui criticada por dizer, displiscentemente, que amo. Eu vejo que amor é livre, e a gente sempre preocupado em sentir aquela coisa sufocante, incendiária, sofrida que, pela definção do Aurélio, se chama romance - pois é, ser romântico é gostar de sofrer, e não ser piegas.

Amar é gratuidade, é borboleta no estômago, é confidência, é doação, é ignorar trocentas coisas pelo simples fato de te fazer bem, é notar outras trocentas coisas que te agregam e fazem vcs viverem melhor.

Já amei muito, e amar é pra sempre sim. Os relacionamentos é que não o são. Ainda amo aquele mocinho de olhos verdes que eu namorei aos 15 anos. O cara é um panaca hoje, mas auele amor que eu senti naquela época por aquele mocinho tá lá ainda. Ficou no tempo o relacionamento. Amei demais o cara com quem fui quase casada por quase 6 anos. Quase deu certo - o relacionamento - e foi pleno - o amor. Amo muito a garota serelepe que tem a voz estridente, a mente inquieta e o coração saltitante - é, eu tô falando de vc, Intense! - e por mais que tenha havido distância, briga, decepção, oco, amo! O amor que eu senti por aquele carinha que eu tava"pegando" foi real, e embora eu saiba que foi passageiro, houve amor... Amei muito, muitas vezes, vivi diferente.

Quando você aprende a amar seu parceiro - namorado, pega ou pai dos seus filhos - como você ama uma amiga - ou seja, sem cobrança, com aceitação, sinceridade, desprendimento e doação - sexo é a parte quente, colo é a parte aconchegante e passeios são a parte êxtase. E todo o resto vem mais feliz...

Fica mais fácil vc não brigar - afinal você entende que seu amor não é seu clone aperfeiçoado - você entende melhor e ouve mais, você perdoa mais fácil aquele dia de cão que ele te deixou na porta de casa com um simples beijinho e saiu cantando pneu ao invés de deitar no seu colo e desabafar - ele é homem, é um ser prático e normalmente não gostam de chorar na nossa frente - e pára com essa nóia de que só porque ele não quer conversar ele te odeia - cada um reage de um jeito a N coisas. Fica mais fácil entender, agradar, deixar a entender o que você quer. Quando você perde o medo de ser sincera e conversa, ao invés de ficar com especulações e síndromes de perseguição e vingancinhas, o relacionamento fica mais leve, franco, entregue, sintonizado.

Experimenta... O máximo que pode acontecer é vocês perceberem que o amor não é compatível com as suas expectativas e o relacionamento acabar. Mas o amor é pra sempre.

quarta-feira, maio 05, 2010

Restos

"Preciso de alguém, e é tão urgente o que digo. Perdoem excessivas, obscenas carências, pieguices, subjetivismos, mas preciso tanto e tanto. Perdoem a bandeira desfraldada, mas é assim que as coisas são-estão dentro-fora de mim: secas. Tão só nesta hora tardia - eu, patético detrito pós-moderno com resquícios de Werther e farrapos de versos de Jim Morrison, Abaporu heavy-metal -, só sei falar dessas ausências que ressecam as palmas das mãos de carícias não dadas".
escrito por Caio Fernando,
roubado da Lor3na

domingo, maio 02, 2010

Fechar portas

Tem um texto do Fernando Pessoa que tá no perfil do orkut dum colega meu, e justamente o cara que menos sabe seguir o que o próprio texto diz. É o tipo de pessoa que não fecha ciclos, apenas parte pra outro, o que deixa semrpe brecha pra retomadas nem sempre apropriadas, pois se outra porta já se abriu, provavelmente alguma deve ser fechada...

"Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo, o que passou, passou! Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Encerrando ciclos.

Nunca gostei de deixar portas batidas por onde eu passei, mas asque ficaram abertas é porque me permitiriam voltar. Portas abertas que ficam esquecidas lá atrás podem bater com um grande estrondo quando o vento das mudanças passa por todos os lugares da sua memória/vida. E isso é ruim. Assusta, desequilibra, abala.

Por isso eu tenho fechado algumas portas, colocado uma escora em outras pra que não batam, deixando o ar circular com mais facilidade, liberdade, frescor.