sexta-feira, janeiro 29, 2010

Do silêncio que abstrai

O silêncio, ora tão abstrato, tem me sido cada vez mais concreto.

A vida inteira fui conhecida pela eloquência e a facilidade em me sair bem em qualquer situação. Faço contato fácil com quem não conheço, encanto as pessoasl sem muito esforço, crio relacionamentos com naturalidade.

Mas de uns dias pra cá tudo que mais me tem sido exigido - por mim e por algumas circunstâncias profissionais e pessoais - é o silêncio.

Minha garganta parece inflamada. Dói. Aperta.

E ontem, no GOU, eu sequer conseguia cantar. Um dia tive dom de línguas, hoje só tenho conseguido lágrimas silentes e doloridas. A pressão baixou, por um momento achei que fosse desmaiar, e na busca de um braço pra me apoiar, o tive apenas como um suporte. A minha dor só competia a mim, sequer afagos e preocupações despertei.

Algumas frases não ditas - não ouvidas - tem me feito uma falta imensa, e o vazio não tem sido produtivo sequer pra minha imaginação. Só a dor insuportável de ter que me ver sozinha, calada, interiorizada.

Meu pavor maior durante toda a vida foi o de estar sozinha. Não abandonada, mas comigo somente. E eu tenho que aprender a superar e a conviver com isso...

...

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2 comentários:

GJ disse...

Estamos tão sozinhos quanto acreditamos.

.Intense. disse...

Saudade da companhia silenciosa que tivemos, uma da outra, por tanto tempo.

Fui no Pensador procurar uma frase que lembrei, do Caio F. ['Fico vivendo uma vida toda pra dentro...']
e cheguei lá, achei tanta coisa que podia te vestir, que achei melhor deixar o link...

http://www.pensador.info/frase/OTA0MzI/


ps.: chuvas.