No MBA essa semana meu ego foi lá em cima: o grupo inteiro se voltou pra mim pedindo opinião e orientação. Menos um, que parecia sonolento demais pra opinar (ou se manifestar de qualquer forma) até que no final resolveu dar indiretas como se houvesse sido excluído do grupo.
Daí, meu ego fragmentou-se e fiquei me questonando: quem cala consente?
A pessoa teve a oportunidade de dizer o que quisesse (pq, como diz o professor, vc pode falar quanta merda quiser em aula, só não o faça no dia da prova), de interferir nas decisões do grupo quando discordasse, de contribuir, e com o seu silêncio só fez aumentar (ou fomentar mesmo) a imagem de rejeição. Finalmente explodiu uma chamazinha de revolta.
Na nossa democracia, teoricamente, todos tem seus direitos de expressão, mas só prevalece a opinião da maioria (Leia-se criticamente 50%+1), sendo que o resto deve curvar-se a essa vontade, mesmo que seja completamente inviável para a minoria (novamente 50%-1).
É a ditadura da maioria. Quem consegue influenciar mais pessoas "neutras", ganha. E não existe um concenso entre as opiniões, de forma a realmente atender a todos "democraticamente" (ou seria descentemente)... No final, o "resto" tem que aceitar a decisão arbitrariamente.
E isso me faz voltar à estorinha que me trouxe aqui: não estaríamos todos tão acostumados à essa repressão, a imposição autoritária de idéias, conceitos, estilos, que é preferível(ou pre-programado) abstermos de manifestações pra manter a pose de oprimido?
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