Tenho verdadeiro horror de superficialidades. Eu sei que exagero, a .Intense. cansou de dizer que eu sou 8/80: me jogo de cabeça ou passo a nem me importar de uma hora pra outra.
Quando eu fiz minha primeira tatoo, eu acho que passei uns 2 anos pensando onde, o que, daqui a 50 anos, sigificado, impactos. Apaixonei! E sempre me falavam que o perigo é só a primeira, que aí perde o medo e quer tatuar até a testa. Só que eu fiz caca. Arrependi hora que eu vi pronta. Mas além de eu não querer refazer outra coisa esquisita, vim maquinando tem uns 2 anos. E já tem uns 2 meses que a figura tá decidida. Semana que vem eu posto a cicatrização.
Como acontece de tempos em tempos - trimestralmente, quase - eu dou um limpa geral: roupa, papel, livro, decoração. E eu acabo deletando trocentas coisas também. As fotos da minha formatura fui mexer esses dias, que bateu uma puta saudade de ir pra biblioteca ao invés de ir pra aula só pra bater papo com a patotinha. Aí eu fui achar umas outras coisas que não faziam parte do momento "sorriso espontâneo". Tinha foto minha, linda poderosa, de beca, que eu deletei porque me deu angústia. Nessa leva foi um monte de arquivo morto. E meu HD virtual ficou mais limpo, minhas lembranças mais leves. Tudo pronto pras coisas novas e que realmente levam minha vida pra frente.
Eu não sei mais viver de retrocessos. Não volto. Pra Patos, pra graduação, pra ex, pra empreguinho, pra pensionato, pra DRs já encerradas. Sou mais esgotar todas as possibilidades de uma situação, pra quando sair, nem pensar em olhar pra trás. Não me arrependo de nada que eu fiz - apesar de não me orgulhar de tudo - muito menos do que eu deixei pra trás, pra ficar lá atrás.
Mas tem hora que de tanto querer fincar o pé quando eu tomo uma decisão, eu viro as costas muito bruscamente, e não dá tempo de todo mundo acompanhar. Aí ficam resquícios que eu nem lembrava, que "aparecem" e detonam com todo meu sentimento serelepe e tranquilo.
Tem gente que considera as memórias uma caixa de Pandora. A minha é justamente o que eu não faço questão de lembrar. E quando alguém vê, e não sabe de todo o processo, vix... Só que ultimamente eu tenho feito questão de futricar passado, limpar tudo. Limpar, mesmo, no sentido de reorganizar, eliminar lodinhos que vão ficando pelos cantos, deixar agradável, vazio, pronto pro presente, pro que eu tô vivendo e ainda quero viver com quem tá comigo hoje, em paz, inteira, infinitamente sorridente e sabendo que faço alguém feliz pelo que me tornei.
Normalmente eu demooooro até tomar uma decisão. Mas quando tomo é simples, tipo interruptor: click!
Da mesma forma que o silêncio pode ser a melhor poesia Abstrair pode ser a melhor forma de sorrir em silêncio...
terça-feira, setembro 28, 2010
domingo, agosto 29, 2010
Domingueira
Da minha janela hoje vejo a cidade cinzenta, com um sol cansado - embaçado demais pra ser quse meio-dia.
Na mesa tem remédio ao lado de livro, junto com um lenço e papeletas que estavam na bolsa.
No player, uma mistura de Pearl Jam, Incubus, The Brew e o vazio entre as músicas que me dão a chance de um lampejo de pensamento.
No celular, a mensagem que ainda não chegou de que namorado já está acordado.
Na cabeça, idéias, planos, sonhos, projetos, que não conseguem chegar até a ponta dos dedos ou se organizar numa linha decentemente lógica que me permita pautá-las num plano de ação. A blogsfera ainda entorpecida pela letargia. O dia ainda não parece ter começado. A TV mostra qualquer coisa que não me prende quando vou à cozinha buscar mais uma pedra de gelo.
Na câmera, ainda 10 fotos pro fim do filme. No pendrive arquivos que eu preciso terminar, publicar, rever.
E eu não consigo sossegar mais de 30 segundos na cadeira...
É, hoje é domingo.
Na mesa tem remédio ao lado de livro, junto com um lenço e papeletas que estavam na bolsa.
No player, uma mistura de Pearl Jam, Incubus, The Brew e o vazio entre as músicas que me dão a chance de um lampejo de pensamento.
No celular, a mensagem que ainda não chegou de que namorado já está acordado.
Na cabeça, idéias, planos, sonhos, projetos, que não conseguem chegar até a ponta dos dedos ou se organizar numa linha decentemente lógica que me permita pautá-las num plano de ação. A blogsfera ainda entorpecida pela letargia. O dia ainda não parece ter começado. A TV mostra qualquer coisa que não me prende quando vou à cozinha buscar mais uma pedra de gelo.
Na câmera, ainda 10 fotos pro fim do filme. No pendrive arquivos que eu preciso terminar, publicar, rever.
E eu não consigo sossegar mais de 30 segundos na cadeira...
É, hoje é domingo.
sábado, agosto 14, 2010
Família
A Lor3na sempre teve a maior panca de mãe. Sempre cuidou do bem estar de mim e do Lu, mesmo quando a gente era criança e brigava horrores. Ela sempre tinha um bilhete, um carinho, até mesmo um cinismo característico da família pra que a gente se desse conta de algumas asneiras.
Deu o maior sabão no Léo esses tempos, tá colocando o primo na linha nas responsabilidades domésticas, nas posturas pessoais e no compromisso acadêmico. O Luciano já passou por essa fase, e graças a ela se deu até muito melhor do que esperávamos.
Esses dias eu lembrei duma garota que mexeu com as minhas idéias. Chegou a me colocar contra a parede de o porque eu aceitar tão de boa algumas coisas mas não levá-las pra minha vida - homosexualismo, drogas, porres, festas...
Não que eles iriam me esfolar, mas porque tem todo um envolvimento da família em cima de tudo que eu, a Lo e o Lu fazemos. Somos os mais velhos, os primeiros dos 15 Zóides.
Os primos nos observam, miram a gente, e de alguma forma a gente influencia. E nossos tios estão de olho, porque tudo o que fazemos, as escolhas que tomamos, os comportamentos que assumimos refletem no comportamento dos seus filhos.

Pela primeira vez conseguimos todos os 15. E muito gostoso ver como todos estamos lindos, maduros, tranquilos, responsáveis - uns deslizes ou outros, mas adolescer é errar - e que a nossa família é tão unicamente unida, alegre, compreensiva com as diferenças e divertida nas suas histórias...
E, Vó Titinha, desencana! Bisneto só lá pela Copa de 2014, no que depender da gente... uhahuahua!!!
Deu o maior sabão no Léo esses tempos, tá colocando o primo na linha nas responsabilidades domésticas, nas posturas pessoais e no compromisso acadêmico. O Luciano já passou por essa fase, e graças a ela se deu até muito melhor do que esperávamos.
Esses dias eu lembrei duma garota que mexeu com as minhas idéias. Chegou a me colocar contra a parede de o porque eu aceitar tão de boa algumas coisas mas não levá-las pra minha vida - homosexualismo, drogas, porres, festas...
Ok, pausa no conto: eu sou careta, quadradona, hetero, mas de cabeça abertááássa. Obrigada.
Não que eles iriam me esfolar, mas porque tem todo um envolvimento da família em cima de tudo que eu, a Lo e o Lu fazemos. Somos os mais velhos, os primeiros dos 15 Zóides.
Os primos nos observam, miram a gente, e de alguma forma a gente influencia. E nossos tios estão de olho, porque tudo o que fazemos, as escolhas que tomamos, os comportamentos que assumimos refletem no comportamento dos seus filhos.

Pela primeira vez conseguimos todos os 15. E muito gostoso ver como todos estamos lindos, maduros, tranquilos, responsáveis - uns deslizes ou outros, mas adolescer é errar - e que a nossa família é tão unicamente unida, alegre, compreensiva com as diferenças e divertida nas suas histórias...
E, Vó Titinha, desencana! Bisneto só lá pela Copa de 2014, no que depender da gente... uhahuahua!!!
quinta-feira, agosto 05, 2010
Poesia de concreto
Devo ter levantado umas 15 vezes antes de finalmente pegar no sono ontem. Passar creme nos pés. Separar roupa. Pular pra próxima música do Instituto. Tirar o quadro torto/velho/batido da parede. Fechar janela. Retocar esmalte. Beber água. Abrir a janela. Diminuir o volume. Atender amorzim no celular.
Conversando na varanda mais cedo, eu tinha a legítima impressão do quanto minha vida é pequena. Do quanto eu fiquei tempo demais fechada no meu mundinho, de olhos fechados.
Uma inquietação imensa, que me atacou insone e me impedia de relaxar. Cheguei a me vestir pra espairecer. Mas já passava da meia noite - melhor não. Fiquei ali, deitada, abraçando o edredon, coçando a testa, sei lá quanto tempo.
Projetos. Cochia. Postura. Escola. Festival. Marketing. Linguagem subliminar. Música. Social. Amor. Missões. Deus. Rituais. Alimentação. Depilação. Roupas. Ocasiões. Despedidas. Descobertas. Novidades. Férias. Emprego. Chefe. Dinheiro.Histórias. Memes, fotos, redescobertas. Cachoeira. Pedal. Círculos. Erros. Oportunidades. Rumos. Raízes. Família. Casal. Futuro. Cartas. Vôos. Devaneios. Fumaças e nuvens.
Tudo isso misturado, ou completamente avulso. Onde alguns deveriam ser vice-versa.
E, pela primeira vez em muito tempo (essa frase tá ficando constante, e isso me grila!), eu acordei antes do despertador, tomei café calmamente, fiz alongamento, me vesti e saí sem correria. Pra um dia que eu não queria enfrentar como previsto, mas como eu sonhei...

Conversando na varanda mais cedo, eu tinha a legítima impressão do quanto minha vida é pequena. Do quanto eu fiquei tempo demais fechada no meu mundinho, de olhos fechados.
Uma inquietação imensa, que me atacou insone e me impedia de relaxar. Cheguei a me vestir pra espairecer. Mas já passava da meia noite - melhor não. Fiquei ali, deitada, abraçando o edredon, coçando a testa, sei lá quanto tempo.
Projetos. Cochia. Postura. Escola. Festival. Marketing. Linguagem subliminar. Música. Social. Amor. Missões. Deus. Rituais. Alimentação. Depilação. Roupas. Ocasiões. Despedidas. Descobertas. Novidades. Férias. Emprego. Chefe. Dinheiro.Histórias. Memes, fotos, redescobertas. Cachoeira. Pedal. Círculos. Erros. Oportunidades. Rumos. Raízes. Família. Casal. Futuro. Cartas. Vôos. Devaneios. Fumaças e nuvens.
Tudo isso misturado, ou completamente avulso. Onde alguns deveriam ser vice-versa.
E, pela primeira vez em muito tempo (essa frase tá ficando constante, e isso me grila!), eu acordei antes do despertador, tomei café calmamente, fiz alongamento, me vesti e saí sem correria. Pra um dia que eu não queria enfrentar como previsto, mas como eu sonhei...
segunda-feira, agosto 02, 2010
'tendeu?
você realmente fica lindo ao por do sol.
mas também fica deliciosamente instigante quando a gente faz amor.
e incrivelmente divertido quando conta suas histórias.
preguiçosamente aconchegante quando me abraça manhoso.
e me deixa com o coração na boca cada vez que lembro do seu cheiro, do seu toque, da sua gargalhada, do seu beijo, do seu olhar, da sua voz, das suas gírias, da sua testa franzida, da maneira como vc fecha os olhos quando ri, de vc fazendo bico qdo te mando beijo, de vc me mandando beijo, do seu cuidado com suas coisas, de vc virando o braço, de vc dormindo na minha cama, da gente olhando um pro outro, de vc reclamando de eu olhar pra vc, e eu fechar os olhos e continuar te sentindo...
Deu pra entender?
=D
mas também fica deliciosamente instigante quando a gente faz amor.
e incrivelmente divertido quando conta suas histórias.
preguiçosamente aconchegante quando me abraça manhoso.
e me deixa com o coração na boca cada vez que lembro do seu cheiro, do seu toque, da sua gargalhada, do seu beijo, do seu olhar, da sua voz, das suas gírias, da sua testa franzida, da maneira como vc fecha os olhos quando ri, de vc fazendo bico qdo te mando beijo, de vc me mandando beijo, do seu cuidado com suas coisas, de vc virando o braço, de vc dormindo na minha cama, da gente olhando um pro outro, de vc reclamando de eu olhar pra vc, e eu fechar os olhos e continuar te sentindo...
Deu pra entender?
=D
terça-feira, julho 27, 2010
Casos
Tempããão que eu escrevi, e ainda continuo acreditando.
Não mais em "caso", mas no romance gostoso, leve,
despretenciosamente delicioso!
Não mais em "caso", mas no romance gostoso, leve,
despretenciosamente delicioso!
Com você eu viveria todos os casos:
escondidos, escancarados,
românticos, lascivos, errados, apaixonados,
os que dão em casamento, os que só dão em nada,
os que causam tudo!!!
terça-feira, julho 13, 2010
Intimidade ²
Intimidade é fato, não dá pra fugir, como diria a Zélia Duncan.
Intimidade é naturalidade, transparência, partilha. É quando não existe espaço obscuro, desconhecido, que deixa de ser novidade sem se tomar conhecimento.
Intimidade se mostra quando não se tenta esconder nada além de uma surpresa, não se mente nada além da preguiça, não se disfarça nada além de uma gordurinha localizada com uma lingerie estrategicamente diferente.
Intimidade é você poder sair sozinha, curtir com seus amigos, falar do seu companheiro e sorrir, se orgulhar de quem você escolheu pra sua vida, e quando volta pra casa, estar cheia de saudades, de carinho e de vontades, por saber que podem compartilhar e também dividir as coisas.
Intimidade é certeza de que há reciprocidade. É conhecer os momentos de dar espaço, e de se fazer presente, de falar, dar bronca, ter DR, de elogiar, de perguntar sobre, de ouvir e também de ficar calado, de contemplar, de sorrir de graça ou chorar em silêncio, de pedir colo e saber quando dar colo.
Intimidade é ter curiosidade com os interesses particulares do seu parceiro sem a necessidade doentia de monitorar. É se orgulhar de ter - e ser de - uma pessoa querida pelos outros, e a tranquilidade de saber que essa pessoa esconde os pés embaixo da sua perna enquanto lê ou faz as unhas porque vê em você o aconchego, chamego e segurança.
Intimidade é dar a certeza do carinho mútuo, do amor pleno, da confiança. É se fazer presente não por pressão, mas por ternura. Principalmente quando se está longe. É estar dentro, e não só ao redor. É estar pleno, e não cravado. Intimidade é envolvimento recíproco.
Intimidade é naturalidade, transparência, partilha. É quando não existe espaço obscuro, desconhecido, que deixa de ser novidade sem se tomar conhecimento.
Intimidade se mostra quando não se tenta esconder nada além de uma surpresa, não se mente nada além da preguiça, não se disfarça nada além de uma gordurinha localizada com uma lingerie estrategicamente diferente.
Intimidade é você poder sair sozinha, curtir com seus amigos, falar do seu companheiro e sorrir, se orgulhar de quem você escolheu pra sua vida, e quando volta pra casa, estar cheia de saudades, de carinho e de vontades, por saber que podem compartilhar e também dividir as coisas.
Intimidade é certeza de que há reciprocidade. É conhecer os momentos de dar espaço, e de se fazer presente, de falar, dar bronca, ter DR, de elogiar, de perguntar sobre, de ouvir e também de ficar calado, de contemplar, de sorrir de graça ou chorar em silêncio, de pedir colo e saber quando dar colo.
Intimidade é ter curiosidade com os interesses particulares do seu parceiro sem a necessidade doentia de monitorar. É se orgulhar de ter - e ser de - uma pessoa querida pelos outros, e a tranquilidade de saber que essa pessoa esconde os pés embaixo da sua perna enquanto lê ou faz as unhas porque vê em você o aconchego, chamego e segurança.
Intimidade é dar a certeza do carinho mútuo, do amor pleno, da confiança. É se fazer presente não por pressão, mas por ternura. Principalmente quando se está longe. É estar dentro, e não só ao redor. É estar pleno, e não cravado. Intimidade é envolvimento recíproco.
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