Intimidade é fato, não dá pra fugir, como diria a Zélia Duncan.
Intimidade é naturalidade, transparência, partilha. É quando não existe espaço obscuro, desconhecido, que deixa de ser novidade sem se tomar conhecimento.
Intimidade se mostra quando não se tenta esconder nada além de uma surpresa, não se mente nada além da preguiça, não se disfarça nada além de uma gordurinha localizada com uma lingerie estrategicamente diferente.
Intimidade é você poder sair sozinha, curtir com seus amigos, falar do seu companheiro e sorrir, se orgulhar de quem você escolheu pra sua vida, e quando volta pra casa, estar cheia de saudades, de carinho e de vontades, por saber que podem compartilhar e também dividir as coisas.
Intimidade é certeza de que há reciprocidade. É conhecer os momentos de dar espaço, e de se fazer presente, de falar, dar bronca, ter DR, de elogiar, de perguntar sobre, de ouvir e também de ficar calado, de contemplar, de sorrir de graça ou chorar em silêncio, de pedir colo e saber quando dar colo.
Intimidade é ter curiosidade com os interesses particulares do seu parceiro sem a necessidade doentia de monitorar. É se orgulhar de ter - e ser de - uma pessoa querida pelos outros, e a tranquilidade de saber que essa pessoa esconde os pés embaixo da sua perna enquanto lê ou faz as unhas porque vê em você o aconchego, chamego e segurança.
Intimidade é dar a certeza do carinho mútuo, do amor pleno, da confiança. É se fazer presente não por pressão, mas por ternura. Principalmente quando se está longe. É estar dentro, e não só ao redor. É estar pleno, e não cravado. Intimidade é envolvimento recíproco.
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