Conversando na varanda mais cedo, eu tinha a legítima impressão do quanto minha vida é pequena. Do quanto eu fiquei tempo demais fechada no meu mundinho, de olhos fechados.
Uma inquietação imensa, que me atacou insone e me impedia de relaxar. Cheguei a me vestir pra espairecer. Mas já passava da meia noite - melhor não. Fiquei ali, deitada, abraçando o edredon, coçando a testa, sei lá quanto tempo.
Projetos. Cochia. Postura. Escola. Festival. Marketing. Linguagem subliminar. Música. Social. Amor. Missões. Deus. Rituais. Alimentação. Depilação. Roupas. Ocasiões. Despedidas. Descobertas. Novidades. Férias. Emprego. Chefe. Dinheiro.Histórias. Memes, fotos, redescobertas. Cachoeira. Pedal. Círculos. Erros. Oportunidades. Rumos. Raízes. Família. Casal. Futuro. Cartas. Vôos. Devaneios. Fumaças e nuvens.
Tudo isso misturado, ou completamente avulso. Onde alguns deveriam ser vice-versa.
E, pela primeira vez em muito tempo (essa frase tá ficando constante, e isso me grila!), eu acordei antes do despertador, tomei café calmamente, fiz alongamento, me vesti e saí sem correria. Pra um dia que eu não queria enfrentar como previsto, mas como eu sonhei...
6 comentários:
Foto da minha janela. Numa Canon EOS3000. Analógica. E a lua, vermelhinha, quase foi-se sem um click, tão estranha, silenciosa e reconstrutivamente contemplada.
Certeza, ontem foi o dia de não dormir. Foi o dia de ficar na cama e pensar.
Ai cotidiano que às vezes nos tira o sono!
foto linda. porque não se arrisca um pouco? compra uma passagem de ida e some no mundo um pouco?
Se quiser sumir pra esses lados...
Quem disse que eu tô afim de sumir? Tô querendo é me achar, criar raízes, fazer algo concreto, mesmo que abstrato...
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