quarta-feira, janeiro 27, 2010

Tempestade

Sair de motinha pra sentir o vento gelando meu corpo tem sido cada vez mais gostoso... Mas tem coisas que a gente só consegue refletir sentado na varanda de casa, olhando a cidade...

A tempestade me assusta
Como sua ausencia
Você, raio humano
Despencou
Na minha cabeça
E desde então
Grita
Esse trovão
No meu peito
A chuva lá fora
Chove de fato
Enquanto sua ausência
Inunda meu quarto
E tranferência na cama
Agora eu entendo
Meus sonhos
São outros
Enquanto eu durmo
Enquanto te espero
E chove no mundo
Eu não me acostumo
Com a falta de rumo brasileiro
E esse tom de desespero
Que atingiu o nosso amor

Zélia Duncan

2 comentários:

.Intense. disse...

Não sei vc. Mas eu finalmente estou com medo de sair pilotando qdo quero fugir das coisas e, dessa vez, ter como fazer aquilo: ir embora e nunca mais voltar...


=*

Lary disse...

Não piloto pra fugir, mas pra tomar a distância necessária pra ver as coisas como um todo, ou ao menos com uma perspectiva diferente...
Se bem que ultimamente o silêncio tem me sido o mais pertinente...