Houve um tempo em que eu poderia prever o humor do meu cefe pela previsão do tempo. Dias nublados eram sempre confusos, fechados, introspectivos. Dias ensolarados eram semrpe cheio de idéias - o que não significa menos confuso... - reuniões calorosas e negociações fluidas.
De uns tempos pra cá uma série (ou seria avalanche) de rupturas aconteceram: relacionamentos mornos terminando, empregos médios em risco, planos inertes inquetando mentes, vidas equilibradas precisando de reviravoltas.
Choquei, não nego, com a quantidade de pessoas mudando radicalmente ao mesmo tempo. "Coincidentemente" passei um fim de semana na casa de uma amiga que só faltava ter um treco de desgosto com projetos morosos. Na segunda-feira, todos os casos que eu vinha ouvindo começaram as suas revoluções: encontrei uma psicóloga especialista no que eu buscava pra um projeto, investidores querendo saber do projeto de psicultura do Marcos, passarinhos verdes rodando a cabeça de amigas que se desiludiram com companheiros, propostas de trabalho pra quem já tava pela hora da morte com um emprego tedioso, resultados positivíssimos em exames, testes e provas - nisso eu incluo o mestrado do meu irmão, minha carteira de moto - planos de viagens saindo do papel...
Sei que revoluções muitas vezes confundem. Inquietam. Desgastam. Entretanto, é impossível organizar uma gaveta sem esvaziá-la...
Que assim seja: aos 45 do segundo tempo tudo ainda possa ter solução. Afinal, 2009 seria um ano mágico, mas ano que vem vai ser, ertamente, 10!
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